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Gordura Abdominal

Publicado em 21 de Mar de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

A gordura não é bem-vinda em parte alguma do corpo, mas, quando se acumula na área abdominal, aumentam os riscos de doença do fígado, coração e diabetes



Texto: Ivonete Lucirio / Foto: Divulgação / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Os cientistas concluíram que homens com a cintura aumentada têm 55% a mais de chance

de desenvolver doenças coronarianas, e esse número sobe para 91% no caso das mulheres.

Foto: Divulgação

Manter-se magro. Acho que nunca tantas pessoas acalentaram tal desejo por tanto tempo. Não é fácil, os ponteiros que o digam. Mas, talvez mais do que a preocupação com a estética, o foco deveria ser o que acontece com o fígado ou mesmo o coração. E, quando se fala em saúde, a principal preocupação precisa ser com a gordura abdominal. “As células de gordura do corpo estão constantemente enchendo-se e esvaziando-se. E, ao esvaziarem, jogam na corrente sanguínea ácidos graxos e glicerol”, explica o endocrinologista Alfredo Halpern, da Universidade de São Paulo. “A proximidade com o fígado faz com que, primeiro, essas substâncias se depositem no órgão”, completa. Isso provoca a chamada esteatose hepática, que não é uma doença em si, e, sim, o resultado de desordens metabólicas. A longo prazo, ela pode fazer com que o fígado pare de funcionar. Esse tipo de gordura também aumenta a chance de desenvolver diabetes tipo 2. Finalmente, é preciso livrar-se da gordura que acaba com a cintura porque ela afeta diretamente o coração. Foi o que confirmou uma pesquisa, publicada recentemente no Circulation, jornal da Sociedade Americana do Coração, na qual foram avaliados 1.708 homens e 892 mulheres com problemas cardíacos entre 45 e 79 anos na Inglaterra. Os cientistas concluíram que homens com a cintura aumentada têm 55% a mais de chance de desenvolver doenças coronarianas, e esse número sobe para 91% no caso das mulheres.
Outro estudo, dessa vez desenvolvido pela Escola de Medicina de Boston (EUA), relacionou a gordura abdominal com maior chance de desenvolver demência. Foram acompanhadas 700 pessoas de meia-idade, e os pesquisadores encontraram uma associação inversa entre a circunferência do abdome e o tamanho do cérebro.



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