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Fique por dentro e saiba tudo sobre a AIDS

Publicado em 01 de Dec de 2016 por Kelly Miyazato | Comente!

Você sabia? O último levantamento da Secretaria de Estado da Saúde demonstra que as taxas de detecção do HIV na população aumentaram de um modo geral. Por isso, saiba tudo sobre a AIDS e redobre os cuidados com a prevenção



 

Fique por dentro e saiba tudo sobre a AIDS

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (acquired immunodeficiency syndrome), que deu origem à sigla em inglês: AIDS, que é o estágio final da doença provocada pelo HIV, um vírus que causa graves danos ao sistema imunológico, como explica Thais Guimarães, infectologista e presidente da Sociedade Paulista de Infectologia.

As formas de transmissão pelo vírus da AIDS pode se dar: ao manter relação sexual sem o uso de preservativo, compartilhar seringas, por transfusão de sangue contaminado, agulhas e outros materiais que perfuram ou cortam a pele, assim como há a possibilidade da mulher infectada pelo HIV passar o vírus para o feto na gravidez, no parto ou durante a amamentação, se não fizer a prevenção da transmissão vertical - da mãe para o filho.

Segundo Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, realizado por meio de seu Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT/DST-Aids) as taxas de detecção do HIV na população aumentaram de um modo geral 4,2 vezes entre 2000 e 2015, ou seja, passando de 4,2 para 17,6 casos por 100 mil habitantes no período. Mas entre os homens o crescimento no período foi muito maior: 6,5 vezes, contra 1,8 no caso das mulheres... Contudo, em relação à idade, as maiores taxas de detecção do vírus em homens concentram-se entre jovens de 20 a 24 anos.

Thais descreve alguns dos principais sintomas da infecção aguda: febre persistente, fadiga, rápida perda de peso, dor de garganta, tosse seca prolongada e mal estar que pode ser semelhante aos sintomas de um resfriado comum, com duração aproximada de 14 dias e, probabilidade em torno de 3 a 6 semanas após a contaminação com o vírus do HIV. “Após esse período o problema passa a ser assintomático e o diagnóstico só será possível por meio do exame de sorologia. Portanto, caso o infectado não receba tratamento nessa fase, com o passar dos anos vai desenvolver infecções oportunistas. Por isso, é importante realizar a sorologia e em caso de positiva fazer rapidamente o tratamento adequado”, acrescenta.

“As medicações antirretrovirais são utilizadas para realizar o controle da infecção pelo HIV e, atuam mediante ao bloqueio da multiplicação do vírus no organismo, em várias etapas de seu ciclo reprodutivo. O tratamento que pode causar efeitos colaterais, deve ser monitorado por uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde”, comenta.

Dicas de prevenção contra a AIDS

· Use sempre preservativo durante as relações sexuais,

· Coloque luvas na hora de manipular feridas e líquidos corporais;

· Teste previamente sangue e hemoderivados para transfusão;

· Não compartilhe agulhas ou seringas;

· Lembre-se sempre de exigir material esterilizado/descartável nos consultórios médicos, odontológicos e de acupuntura, assim como em locais de realização de tatuagens e colocação de piercings;

·Não compartilhe escovas de dente, lâminas de barbear/depilação.

“Caso sofrera acidente de trabalho, violência sexual ou tenha uma relação sexual sem preservativo, busque o medicamento preventivo contra a AIDS no Sistema Único de Saúde (SUS). Vale lembrar que o recomendável é que procure o serviço de saúde até 72 horas depois da exposição de risco, mas o ideal é que seja em até duas horas depois”, conclui.

 

*Por Kelly Miyazzato | Foto Shutterstock | Agradecimentos à Thais Guimarães, infectologista e presidente da Sociedade Paulista de Infectologia. 

 

 

 

 

 

 

 



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