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Exames para fazer antes de engravidar

Publicado em 30 de Dec de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

O sonho da maternidade exige alguns cuidados antes de ser concretizado. Saiba quais são os exames e mudanças de hábito que ajudam a futura mamãe ter uma concepção tranquila



Texto: Leonardo Valle/ Arte: Juliana Signal/ Adaptação: Letícia Maciel

É preciso checar se há histórico de menopausa precoce na família e dores nas relações ou na

menstruação
Arte: Juliana Signal

Controle de infecções

O que é: exame de sangue.
Para que serve: buscar possíveis doenças infecciosas, como sífilis, rubéola, toxoplasmose e HIV. Doenças que não atrapalham a fertilidade propriamente, mas podem contaminar ou atrapalhar o desenvolvimento do feto.

Vídeo-histeroscopia

O que é: visualização da cavidade uterina por meio da inserção de uma pequena câmera de vídeo, via vaginal. É realizado no próprio consultório e com sedação leve.
Para que serve: avalia a cavidade do útero e auxilia no diagnóstico de miomas, pólipos ou processos inflamatórios.

Histerossonografia

O que é: ultrassonografia feita a partir da injeção de soro fisiológico pelo colo do útero, via vaginal.
Para que serve: avalia a cavidade do útero. “Indicada para quem tem alergia ao contraste iodado, utilizado na radiografia. Não é um exame ‘padrão ouro’ para investigar a cavidade do útero. O exame ideal seria a vídeo-histeroscopia”, explica Dale.

Ressonância magnética

O que é: exame de imagem que utiliza campo magnético.
Para que serve: ideal para suspeitas de tumor e avaliar casos de endometriose severa. Deve ser feito preferencialmente durante a menstruação. “Avalia órgãos pélvicos, útero e ovário. Não tem acuidade para ver as trompas”, diferencia Dale.

Videolaparoscopia

O que é: técnica minimamente invasiva na qual uma câmera é introduzida pelo do abdômen. Exige anestesia geral.
Para que serve: a técnica é diagnóstica e cirúrgica. “Seria o exame mais completo, pois conseguimos ver toda a região abdominal, útero, trompas e sua permeabilidade. Conseguimos, ainda, tratar inúmeras lesões no local”, explica.

Histerossalpingografia

O que é: raio-X contrastado. “Após a menstruação, injeta-se contraste através do colo, por via vaginal. Chapas são feitas avaliando o trajeto do contraste pelo útero e trompas”, detalha o médico Dale.
Para que serve: avalia a cavidade uterina e se há obstrução nas trompas.

Conteúdo vaginal

O que é: células da vagina são recolhidas por esfoliação ou raspagem. Para isso, uso de duchas higiênicas, cremes vaginais e relações sexuais devem ser evitados até dois dias antes do procedimento. É realizado pelo próprio ginecologista.
Para que serve: identificar micro-organismos que podem provocar infecções, como clamídia e gardnerella. “A colheita deve ser solicitada quando há dor na mobilização do útero, por exemplo”, aponta Massaguer.

Exame clínico

O que é: entrevista e exame físico.
Para que serve: o exame físico observa se há alterações anatômicas. Já o bate-papo com o ginecologista identifica possíveis irregularidades no ciclo menstrual.
“Se ele estiver encurtado, pode indicar problemas no ovário”, destaca Alfonso Massaguer. Também é preciso checar se há histórico de menopausa precoce na família e dores nas relações ou na menstruação. Menstruação dolorida pode ser sinal de endometriose. Ela acontece quando as células da mucosa que forram a parede interna do útero caem na cavidade abdominal e no ovário, causando infecção.

Dosagem hormonal

O que é: exames de sangue.
Para que serve: os hormônios identificam se o ovário está funcionando a todo vapor. Devem ser dosados o estradiol e progesterona, que preparam o útero para receber o embrião. O FSH (hormônio folículo-estimulante) e o LH (hormônio luteinizante) estimulam o funcionamento do ovário. Por fim, entram também na dança o TSH (da tireoide), a prolactina e a testosterona.

Trombofilias — Fatores imunológicos

O que é: exame de sangue para checagem de anticorpos.
Para que serve: trombofilias são doenças que atrapalham a coagulação do sangue e podem provocar tromboses, impedindo que o bebê se fixe no útero. O desenvolvimento do embrião também é prejudicado no caso de doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus. “O exame é pedido se a mulher já apresentar algum indício dessas duas doenças ou histórico familiar”, reforça o ginecologista.

Ultrassom

O que é: exame que capta imagens por meio da produção de ondas sonoras. Após a aplicação de um gel, passa-se uma sonda sobre a pele.
Para que serve: sua função é checar se o útero e os ovários possuem tamanhos normais. O ultrassom também pode identificar miomas, endometriose e ajuda a verificar a quantidade de folículos no ovário – os precursores dos óvulos. “Folículos são bolinhas de água de três a cinco milímetros. Um bom ovário deve ter bastantes folículos”, explica Massaguer.

 

Revista VivaSaúde Edição 125



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