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Entenda a importância do tempo no atendimento do AVC

Publicado em 30 de Sep de 2014 por Marília Alencar | Comente!

Saiba da importância do tempo no atendimento do AVC. Hoje há protocolos terapêuticos bem definidos, especialmente, nas primeiras horas após a ocorrência do derrame



Texto Stella Galvão/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Marília Alencar

AVC
(Foto: Shutterstock)

Os trombolíticos se consolidaram nos primeiros anos do novo século como a mais consistente boa nova para o combate de choque aos efeitos do acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, uma em cada três mortes é causada por doenças cardíacas ou acidente vascular cerebral. “Hábitos de vida e exposição a fatores de risco explicam o número crescente de casos”, afirma Li Li Min, professor associado do departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Ao contrário do passado recente, quando a ocorrência do AVC era encarada com certo fatalismo, diante do qual pouco havia a ser feito, hoje há protocolos terapêuticos bem definidos, especialmente nas primeiras horas após a ocorrência. O ideal é que o tratamento seja feito nas primeiras três horas após os sintomas iniciais. Nos últimos dez anos, surgiu um novo alento para pacientes que passam pelo acidente isquêmico: um medicamento da classe terapêutica dos trombolíticos, que nas primeiras horas é capaz de dissolver o trombo ou coágulo que entope as artérias cerebrais.

O medicamento aplicado por injeção na veia está disponível na rede privada, hospitais universitários e é pago pelo SUS. Um frasco com 50 ml custa R$ 1.400,00 e são necessários até dois para controlar um quadro de AVC agudo. A medicação pode eventualmente causar efeitos adversos.

A maior preocupação é com a ocorrência de hemorragia. Exatamente por isso, os neurologistas seguem um protocolo rigoroso de atendimento. Antes de ser submetido à terapêutica, o paciente passa por uma série de exames, entre eles a tomografia computadorizada, para diferenciar um acidente isquêmico de um outro, hemorrágico.

Revista VivaSaúde/ Edição 66



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