assine

Newsletter

Receba as novidades, cadastre-se

Entenda a dor crônica

Publicado em 28 de Oct de 2015 por Marília Alencar | Comente!

Dor crônica! Na maioria das vezes a lesão inicial que deu início já foi solucionada e a dor se torna a própria doença



Texto Priscila Pegatin / Foto: Shutterstock 

Dor crônica

(Foto: Shutterstock)

Você se recorda do último dia em que sentiu aquela dor de cabeça chata, em que não tinha vontadede fazer nada, até tomar um remédio que aliviasse o desconforto? Se você fosse um paciente com dor crônica iria viver essa rotina diariamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma em cada cinco pessoas sofre dessa dor de intensidade moderada a grave e uma a cada três é incapaz de manter uma vida independente por causa do problema. Por isso, para se livrar do desconforto, muitas pessoas abusam dos analgésicos e relaxantes musculares e convivem com seus efeitos colaterais. Porém, não são só os medicamentos que podem resolver o problema. Para diminuir a dor e retomar a qualidade de vida é possível adotar tratamentos alternativos, com resultados comprovados pela ciência, como a acupuntura, a meditação e a psicoterapia.

Quando ela é crônica

Todo desconforto que dure mais que três meses e se apresente de forma contínua ou intermitente é sinal de dor crônica. “Qualquer parte de nosso corpo pode ser acometida: cabeça, coluna, tórax, abdome, pélvis e membro”, explica Karina R. R. Subi, anestesiologista e intervencionista da dor (SP). “Na maioria das vezes a lesão inicial que deu início à dor já foi solucionada e a dor se torna a própria doença”, completa. Em busca de alívio, a polifarmacologia, que é a associação de diversos remédios a fim de baixar as doses e minimizar os efeitos colaterais, é benéfica e necessária na maioria dos casos. Entre esses medicamentos estão os anti-inflamatórios que aliviam os quadros agudos, porém têm alto potencial de efeitos colaterais, e os opioides, que produzem insensibilidade à dor. Eles são divididos em fracos, como codeína e tramadol, ou fortes, como morfina, metadona, oxicodona e hidromorfona. Os antidepressivos e os anticonvulsivantes também contribuem para o quadro, assim como os relaxantes musculares.

 

Solução personalizada

A médica Karina ressalta que cada paciente responde de uma forma ao tratamento.“A técnica mais adequada depende do tipo da dor, e pode ser isolada ou em conjunt ocom outras modalidades, sejam estas farmacológicas, sejam conservadoras, como fisioterapia e acompanhamento psicológico”, explica. “A abordagem multidisciplinar é a chave para a melhora da qualidade de vida do paciente”, ressalta. 

Revista VivaSaúde/ Edição 149



COMENTE!