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Dia Nacional da Vacinação

Publicado em 17 de Oct de 2017 por Kelly Miyazato | Comente!

Em comemoração ao Dia Nacional da Vacinação, tiramos suas dúvidas sobre a imunização contra doenças virais e bacterianas que ainda geram questionamentos. Fique por dentro!



 

17/10 - Dia Nacional da Vacinação

1. As vacinas podem causar as doenças que elas deveriam evitar?
NÃO. As vacinas são produzidas a partir de substâncias como proteínas, toxinas e partes de vírus e bactérias suavizadas ou inativas. A presença desses agentes faz com que as pessoas acreditem terem adoecido após a imunização. Mas não é bem assim. Em alguns casos, a vacina pode gerar reações com as características da doença, mas sem a mesma intensidade. “A vacina do sarampo pode causar uma erupção na pele, mas é algo muito mais tênue do que a doença em si”, explica a infectologista Rosana Richtmman, doutora em Medicina pela Universidade de Friburgo, na Alemanha (SP). No caso de vacinas com vírus inativados – o caso da gripe –, é impossível. “O vírus está morto, sem material genético. O que acontece é que na mesma época circulam outros vírus respiratórios. Pode existir essa coincidência temporal de você ter tomado a vacina da gripe e apresentar algum quadro respiratório viral”, diz a médica.

2. As vacinas causam efeitos colaterais?
SIM, mas nenhum que cause riscos aos pacientes. As vacinas podem ser orais – as famosas gotinhas –, subcutâneas (em áreas mais superficiais da pele) e intramusculares, mais profundas. As últimas são as que costumam causar mais dores no local da aplicação. “Esse é um efeito adverso relativamente comum. Mas também tem a resposta individual, com gente que não sofre reação, outras sofrem mais, outras menos”, afirma Rosana. Um quadro de febre também pode ser causado pela aplicação. “Na maioria das vezes de até 38 graus, que dura até 48 horas.” Vacinas com vírus enfraquecidos podem causar reações semelhantes à doença, mas mais fracas. “A catapora natural gera de 300 a 500 lesões na pele. A que a gente vê por causa da vacina, o paciente vai ter entre 10 e 15 lesões”, diz Rosana.

3. Vacinas são 100% eficazes?
NÃO. “Nenhuma vacina é 100% eficaz. Sempre há a possibilidade de um indivíduo corretamente imunizado não produzir os anticorpos em níveis desejáveis por características de seu sistema imunológico”, resume Correia. A resposta à vacina depende de uma série de fatores, como a idade e as condições de saúde do paciente. “Nós sabemos que quanto mais jovem a pessoa, melhor a resposta. Por isso hoje vacinamos um recém-nascido. A produção de anticorpos de uma criança é melhor do que a de um adulto ou idoso”, complementa Rosana. A médica usa o exemplo da vacina da gripe: “Qual o objetivo de vacinar crianças de 6 meses até 5 anos? Protegê-las, óbvio. Mas também o idoso em volta dela. Ele tem o sistema imunitário enfraquecido e não consegue a mesma resposta. Vacinar a criança protege o adulto e o idoso, indiretamente”.

4. Pessoas com baixa imunidade podem ser vacinadas?
SIM. Pacientes com doenças que afetam a imunidade, como é o caso da Aids, podem ser vacinados, mas cada caso precisa ser avaliado por um médico antes. “Algumas vacinas devem ser evitadas”, adverte Correia. “Ao vacinar um paciente que tem alguma doença que diminui a imunidade, como alguém em quimioterapia, a eficácia da vacina é muito mais baixa do que aquela apresentada naqueles que não estão nestas condições”, diz Rosana. “Obviamente há indicações de vacina conforme o paciente. Eu não posso fazer todas em todas as pessoas. Mas, de maneira geral, o paciente que tem uma deficiência imune precisa mais da vacina do que os outros”, conclui a infectologista.

 

*Por Leonardo Lourenço | Foto Shutterstock | Adaptação Kelly Miyazzato.


Revista VivaSaúde | Ed. 146

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