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Cuidados com a saúde das mãos

Publicado em 04 de Jun de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Veja o que algumas manchas e sinais nas mãos e nas unhas podem significar e saiba como prevenir doenças na pele



Texto: Rita Trevisan e Louise Vernier/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

Procure um dermatologista para tratar manchas e marcar na pele. Use sempre protetor solar
Foto: Shutterstock

Aproveite os primeiros minutos do seu dia para um autoexame rápido que ajudará a prevenir sérias complicações. Sinais bastante simples do corpo como manchas, olheiras ou pequenos machucados na pele podem revelar várias doenças sistêmicas. Aprenda a interpretá-los!

Marcas nas mãos

O que pode indicar: em geral, são a resposta do organismo ao excesso de sol. “Estamos falando das manchas erroneamente denominadas de manchas senis, que não decorrem da idade, mas sim da exposição cumulativa aos raios solares. São manchas marrons arredondadas que se espalham principalmente pelo dorso das mãos”, explica a dermatologista Lilian Estefan, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Apenas manchas enegrecidas, em forma de pintas, que podem ou não ter uma espessura  maior, deverão ser pesquisadas com rigor, pois podem ser cancerígenas.

O que fazer: procure um dermatologista. Ele verificará o tipo de lesão e orientará o tratamento. A biópsia local é pedida na suspeita de tumor.

Como se trata: o mais comum é usar ácidos fortes sobre as lesões, fazer aplicações de laser ou mesmo criocirurgia com nitrogênio líquido.

Previna-se: basta usar filtro solar todos os dias, principalmente nas áreas mais expostas, caso da face e das mãos. “Para quem passa  muito tempo ao volante, é bom usar luvas próprias, que bloqueiam  a ação dos raios solares”, diz a dermatologista Tatiana Jerez, da Clínica Denise Steiner.

Marcas escuras

O que pode indicar: pintas de coloração muito escura podem se transformar em um agressivo câncer de pele, o melanoma. “Toda pinta enegrecida, de bordas irregulares, que cresce rapidamente, merece mais atenção das pessoas”, alerta a dermatologista Fernanda Sanchez, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 
O que fazer: o dermatologista é capaz de avaliar se há uma doença mais grave em curso fazendo uma simples observação da pele, durante o exame físico. Uma biópsia da região poderá ser pedida.

Como se trata: manchas que não são o sintoma de outra doença de base são amenizadas com cremes contendo agentes clareadores, como o ácido retinoico, que podem ser usados em casa. Pintas perigosas precisam ser retiradas. Já as manchas que são consequência do diabetes tendem a sumir com o uso de medicamentos hipoglicemiantes, dieta e exercícios.

Previna-se: além de usar protetor solar o ano inteiro antes de sair de casa, um cuidado é evitar o sol quando se está fazendo uso de pílulas ou de outros tratamentos à base de hormônios. Para evitar o diabetes, a dica é se manter saudável, ingerir alimentos com baixo índice glicêmico  e praticar atividades físicas regularmente, para manutenção do peso ideal.

Unhas fracas e quebradiças

O que pode indicar: anemia, que é a deficiência de ferro, além de outras carências nutricionais, de vitaminas e minerais como zinco e cobre, que são elementos constituintes das unhas. “Elas também sinalizam que a tireoide não está funcionando adequadamente”, afirma a dermatologista Juliana Neiva, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O que fazer: a primeira avaliação é do dermatologista. Se a alteração for metabólica, por exemplo, o paciente terá de ser examinado por um endocrinologista e até outro médico.

Como se trata: carências nutricionais são tratadas, em geral, com suplementação. Alterações da tireoide precisam de medicação via oral. Se a causa não for atacada, o problema continuará provocando os sintomas. Evite paliativos.

Previna-se: uma alimentação balanceada é recomendada. “Use luvas. Hidrate as unhas sempre, evite esmaltes que contenham formaldeído e removedores com acetona, e mantenha as unhas curtas, para evitar traumas, ensina a dermatologista Paula Pagliuso, da clínica Lígia Kogos.


Revista VivaSaúde Edição 109



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