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Formas de tratar a amigdalite

Publicado em 05 de Jun de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

São diversos os motivos que acarretam as inflamações. Saiba como prevenir a amigdalite



Texto: Romulo Osthues / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Para quem está sofrendo com a amigdalite, é indicado o consumo de muitos líquidos, como

água de coco, chás de gengibre, canela, cravo, cebola, alho, chá de romã ou spray com

própolis”. Foto: Shutterstock

Hidratação e alimentação insuficientes, baixa circulação de ar, mudanças bruscas de temperatura e até estados emocionais acarretam inflamações. Saiba como prevenir a amigdalite:

Mercurius solubilis, Beladonna e Lachesis mutta são alguns dos nomes de homeopáticos utilizados após diagnósticos de amigdalites agudas. “Cada medicamento age por sua semelhança ao quadro”, ressalta a médica homeopata Viviane Hubner (SP), que reforça a necessidade de conhecer o paciente emocionalmente para, então, indicar a solução. “A homeopatia propõe tratamento individualizado, pois não trata a doença em si, mas sua causa. Cada paciente terá seu medicamento, que será seu melhor estímulo para reagir às suas vicissitudes, sensibilidades e suscetibilidades”, afirma. Ela recomenda “muitos líquidos, como água de coco, chás de gengibre, canela, cravo, cebola, alho – todos estimulam a imunidade –, chá de romã ou spray com própolis”. De acordo com a médica, estados emocionais também devem ser observados, porque podem diminuir a imunidade. Agentes mecânicos, como abuso de gelados ou dormir com a cabeça molhada, alimentação desregrada e sono insuficiente são facilitadores, não causadores. “A pergunta que sempre faço aos pacientes é: o que está entalado na sua garganta? Vive-se tendo de engolir coisas de alguma forma, não sendo atendido em apelos afetivos de quaisquer naturezas.”

O tratamento das amigdalites depende de avaliação, pois a conduta varia se elas forem virais ou bacterianas. “Analgésicos e antitérmicos são usados como medicações sintomáticas nas virais. Nos quadros bacterianos, utilizam-se antibióticos”, indica o otorrinolaringologista Denílson Fomin, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). E quando é necessária uma cirurgia? “Há indicações precisas: amigdalites de repetição, roncos noturnos e apneia do sono, amigdalite crônica caseosa (com bolinhas brancas), abscessos periamigdalianos (feridas com pus) e suspeita de câncer”. Repouso e boas alimentação e hidratação fazem parte dos cuidados. “Muitas vezes, a alimentação é limitada pela dor, porém não há restrições. O ideal é a alimentação que o paciente aceite.” Higiene e boa respiração nasal são medidas associadas à redução da incidência das infecções.

Quando as amígdalas inflamam, observa-se que quanto maior for seu tamanho, menor será o espaço para a passagem do som, deixando-o mais “abafado”. “Quando esse aumento dificulta a respiração nasal, favorece o ressecamento da garganta (cavidade oral e laringe), podendo contribuir para uma voz rouca”, explica a fonoaudióloga Sandra Pela, da Faculdade de Medicina de Santo Amaro – Unisa (SP). A atuação de um especialista deverá estar associada à do otorrinolaringologista, pois pode auxiliar na readequação das funções respiratórias, vocais e de deglutição, enquanto a doença não cessa. “Dependendo do caso, poderá auxiliar na melhora dos padrões respiratório e vocal em paralelo ao tratamento médico, seja ele clínico ou cirúrgico.” Após a cirurgia, a voz geralmente muda, tornando-se menos abafada e com melhor utilização do ar durante a fala. “O fonoaudiólogo pode auxiliar com exercícios específicos”, destaca.

 

Revista VivaSaúde edição 113

 



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