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Como usar os multivitamínicos

Publicado em 20 de Mar de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Esses suplementos ajudam a repor nutrientes nem sempre ingeridos na alimentação diária. Veja quando o seu consumo realmente pode ser aliado da saúde.



 

Por: Leonardo Valle/ Fotos: Danilo Tanaka, Divulgação/Produção: Janaina Resende/ Adaptação: Letícia Maciel.

Para evitar carências ou excesso de nutrientes, é necessário contar com a ajuda médica ou 
nutricionista. Foto: Divulgação.

A correria da vida moderna é um empecilho e tanto à alimentação saudável. Então recorremos a suplementos alimentares. “Em geral, uma alimentação saudável supre todas as nossas necessidades diárias de vitaminas. Quando por algum motivo, a quantidade necessária não pode ser obtida, a suplementação é benéfica”, afirma Nelson Lucif Jr., médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

 

Os casos especiais

Há situações em que a dieta é equilibrada, mas o organismo não dá conta de absorver o que lhe está sendo oferecido. Um exemplo é a ingestão de vitamina B12 por parte dos idosos. Presente em carnes e derivados de leite, a sua falta poderá levar a problemas neurológicos e também à anemia megaloblástica, problema em que a medula óssea não produz glóbulos vermelhos de qualidade. “Nesses casos, a conduta necessária é aumentar a dosagem do nutriente para compensar as deficiências do organismo. Mas é preciso ter cautela. O objetivo é evitar sobre-doses. Daí o fundamental auxílio especializado que se resume no acompanhamento nutricional”, destaca Nathércia Percegoni, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Celso Lisboa (UCL-RJ).

Na mira da dieta

Mas os polivitamínicos suprem as necessidades diárias? A resposta é: depende da vitamina e do mineral! Como o próprio nome sugere, os suplementos visam a complementar uma alimentação já balanceada, e não suprir todos os nutrientes. Cálcio, magnésio e vitamina D, por exemplo, nem sempre são fornecidos em sua totalidade. Para atingir as demandas diárias, o jeito é turbinar o prato com alguns alimentos fontes destes nutrientes, respectivamente, leite, castanhas e peixes de água salgada. Princípio oposto acontece com a vitamina C, que é suprida em 100% pelas cápsulas. Mas nem por isso é indicado deixar de comer frutas e saladas nas refeições.

 

Você precisa de quê?

Para evitar carências ou excesso de nutrientes, é fundamental contar com a ajuda de um médico ou nutricionista. A orientação profissional também é importante porque certos minerais concorrem entre si. É o caso do cálcio, que tende a atrapalhar a absorção do ferro. “A função do especialista será calcular a dosagem e a administração do produto”, justifica Nathércia.

A falta de vitamina B12 no organismo de idosos, é necessário
o uso de polivitamínicos. Foto: Danilo Tanaka.

Dosagem na medida certa

A ingestão excessiva de vitaminas e minerais pode causar intoxicação, sobrecarga renal e hepática. No caso específico do ferro, há risco de síndrome metabólica, que pode levar à obesidade e hipertensão. Entretanto, a dose recomendada pelos fabricantes – de um a dois comprimidos diários – é segura. Mas isso não significa que seu consumo no dia a dia seja consenso entre os médicos. “A discussão não é sobre suas contraindicações, mas se há, realmente, uma indicação. Caso haja a deficiência específica de um nutriente, esta poderá ser equilibrada em três meses”, argumenta Henrique Suplicy, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Risco mínimo de alergia

Vitaminas não provocam alergia, mas há substâncias químicas utilizadas em seu preparo ou acondicionamento quem podem ter potencial alergênico. “Cápsulas de origem animal causavam mais reações alérgicas. Hoje, a maioria dos produtos possui cápsulas vegetais, o que reduz a incidência”, esclarece Nathércia.

Diferentes, mas nem tanto 

Não há diferenças significativas entre os polivitamínicos na forma líquida, em comprimido ou mastigável. Entretanto, dependendo do paciente, sua apresentação pode facilitar o consumo. As versões líquidas, por exemplo, são indicadas para crianças e idosos. Já quando o assunto são as marcas dos produtos, há diferenças de conteúdo. A dica é sempre checar quais nutrientes cada uma oferece e sua porcentagem. “O produto escolhido deve, preferencialmente, fornecer todas as vitaminas necessárias”, ensina Lucif Jr.

Polivitamínicos infantis

Crianças abaixo dos 12 anos necessitam de quantidades diferenciadas de vitaminas, por isso, polivitamínicos infantis possuem dosagens menores. Esses produtos ainda trazem diferentes tipos de aminoácidos, indicados para a formação de tecidos e para o aumento das defesas do organismo. Entretanto, os especialistas recomendam que seu consumo seja por um curto período. E atenção: a sua dosagem e a administração devem ser sempre acompanhadas por um pediatra ou profissional da nutrição. Prevenir é a ordem!

 

 



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