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Como tratar a trombose

Publicado em 06 de Jan de 2015 por Clara Ribeiro | Comente!

Os sintomas mais comuns são sensibilidade aumentada, dor, inchaço, calor, manchas na pele e veias salientes. Descubra quais são os tratamentos para a doença



Texto: Fernanda Almeida e Cristina Almeida / Foto: Helton Gomes / Adaptação: Clara Ribeiro

A presença de coágulos (êmbolos ) na circulação arterial caracteriza a embolia

sistêmica e, de consequência, o risco de infarto. 

Foto: Helton Gomes

 

De maneira geral, para evitar a trombose a receita não é novidade: ter uma vida ativa, saudável, controlando e tratando todas as doenças que podem estar presentes, mantendo-se hidratado, sem fumar e com avaliação médica periódica.

“Além disso, antes de iniciar o uso de anticoncepcional ou tomar hormônio para reposição após a menopausa, toda mulher deve se lembrar se játeve trombose anteriormente e tentar se informar da existência de parentes com trombose venosa ou embolia pulmonar. Em caso positivo, deve informar seu médico ou submeter-se a exames específicos. A ideia é avaliar o risco de ter uma trombose”, alerta Francisco Humberto de Abreu Maffei, cirurgião vascular e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp - Botucatu).

TRATAMENTOS

O tratamento ideal, que seria a destruição total do trombo que se formou na veia, sem efeitos colaterais maiores, infelizmente ainda não existe. Mas a terapia medicamentosa é feita com o uso de anticoagulantes e fibrinolíticos capazes de evitar a progressão do trombo e da embolia pulmonar. São usados em praticamente todos os casos.

Na fase aguda com heparina normalmente com internação hospitalar, e depois da fase aguda com anticoagulantes orais. O tratamento dura de três meses a um ano, dependendo do caso. Em alguns caos, a solução é a trombectomia, que é a remoção cirúrgica do trombo em casos selecionados.

“Em situações muito graves, que são raras, em que todas as veias do membro estão obstruídas, com sintomas muito intensos e maior risco da perda de membro e da própria vida, ou de embolia pulmonar grave com queda da pressão arterial, o médico pode julgar necessário usar uma droga denominada fibrinolítica”, explica Maffei.

Esse medicamento destrói o trombo, mas também causa hemorragia com maior frequência e nem sempre funciona. Atualmente, essas drogas estão sendo usadas por um cateter colocado dentro do próprio trombo, o que parece melhorar os resultados.

INTERAÇÃO ALIMENTAR

Na trombose venosa, em geral, não há orientação específica em relação à alimentação mais adequada. O ideal é manter uma boa dieta, independentemente da doença. Porém, alguns alimentos serão restritos na trombose arterial dependendo da causa base. Desta forma, se o paciente é diabético terá de evitar açúcar, pacientes com colesterol alto devem evitar gorduras, e assim por diante. “De maneira geral, a alimentação não interfere muito, mas alguns alimentos consumidos em excesso, como folhas verdes, podem alterar a eficácia dos anticoagulantes. O ideal é pedir orientação ao médico”, orienta Narchi.

Os familiares de pacientes com trombose ou embolia pulmonar devem se inteirar da doença e de seu tratamento. Acompanhar o doente em seus vários momentos, especialmente intervindo para que ele não falte às consultas para controle dos anticoagulantes, assim como evitando que use remédios que, eventualmente, associados ao anticoagulante, possam causar hemorragias, desencadeando efeitos graves e indesejáveis



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