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Como tratar a hipoglicemia

Publicado em 19 de Dec de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Saiba quais são os fatores que levam a queda de açúcar no sangue e como tratar a hipoglicemia



Texto: Romulo Osthues/ Foto: Danilo Tanaka/ Produção: Janaina Resende/ Ilustração: Sueli Mendes/ Adaptação: Letícia Maciel 

Visão turva e fadiga são sinais de diminuição de glicose no cérebro. Veja como gerenciar os 
sintomas da hipoglicemia.
Ilustração: Sueli Mendes/ Foto: Danilo Tanaka  

A glicose é o principal combustível das células e os alimentos ingeridos no dia a dia são suas fontes. Após a digestão deles, o meio para que ela chegue ao corpo é o sangue. Qualquer pessoa pode apresentar hipoglicemia (nível de glicose abaixo do considerado normal), porém é mais frequente em diabéticos usuários de insulina ou medicamentos específicos e portadores de hipoglicemia reativa. Este último tipo ocorre após as refeições (período chamado pós-prandial), e está relacionado a situações de esvaziamento rápido do estômago. Pode também ser desencadeia o pela absorção acelerada de carboidratos. O mesmo se dá com pacientes submetidos a cirurgias gástricas, ansiosos ou estressados.

Mas por que isso acontece?

Entre as causas da hipoglicemia de jejum, podemos encontrar o uso de insulina e de medicamentos hipoglicemiantes (que fazem a glicemia baixar), uso de álcool, tumores produtores de insulina, síndrome genética, insuficiência hepática ou renal, deficiência de hormônios contrarreguladores (GH, adrenalina, glucagon e cortisol), anorexia nervosa e doenças de armazenamento de glicogênio. Às vezes, a hipoglicemia é orgânica e decorre de algo mais grave, como disfunções nas glândulas hipófise, tireoide ou mesmo nas suprarrenais, que desandam a produzir mais hormônios do que deveriam. Entre as hipoglicemias após as refeições, há, principalmente, a do tipo reativa, além daquelas que aparecem em decorrência de uma cirurgia de estômago. Em não diabéticos, podem ocorrer também as hipoglicemias funcionais, nas quais as células do pâncreas, sem motivos conhecidos, fabricam mais insulina do que o necessário, ocasionando uma queima muito rápida da glicose circulante. Então, estabelece-se um ciclo vicioso ao se tentar sanar o problema: quanto mais o indivíduo ingere açúcar por hábito ou para combater o mal-estar, uma maior quantidade de insulina é jogada na corrente sanguínea, promovendo uma (nova) hipoglicemia.    

Identifique os sinais

“Embora os sintomas da hipoglicemia possam variar de acordo com a pessoa, costumam, na maioria das vezes, ser os mesmos”, explica o médico Maurício Vaisman, clínico geral do Hospital Samaritano do Rio de Janeiro. Dois efeitos da hipoglicemia sobre o corpo favorecem a manifestação de sintomas próprios das crises: um cérebro sem combustível e alta produção de adrenalina. O primeiro sinal diz respeito à diminuição da glicose no cérebro. Atente-se para: visão turva, tonturas, fraqueza, dor de cabeça, pensamento lento, formigamentos, sensação exagerada de fome, dificuldade de concentração e irritabilidade. Em episódios mais graves, pode haver convulsão e coma. Já o segundo se refere à tentativa de o corpo elevar a glicemia, situação em que se observam suadouro, tremores e taquicardia. Desconfie se você ou alguém ao seu lado apresentar esses sintomas em conjunto.

Emergências

Frente aos sintomas, com a pessoa ainda consciente, faça-a ingerir um copo de alguma bebida que contenha carboidratos (suco de laranja ou leite) ou açúcar pela boca (dois ou três sachês ou torrões). Aos diabéticos, ofereça a bebida primeiro; caso não dê certo, recorra ao açúcar. Os sintomas devem desaparecer entre 5 e 10 minutos. Em situações de perda de consciência, não se deve dar açúcar ou outros alimentos pela boca, sendo necessária injeção de glucagon, que é feita por uma equipe médica. O hormônio fará com que sejam lançadas no sangue as reservas de glicose do organismo em poucos minutos. Em todo caso, peça auxílio ao serviço de saúde de emergência (SAMU) de sua cidade.

Veja como tratar o problema

A hipoglicemia não tem cura, mas é possivel gerencias os sintomas e os níveis de açúcar no sague:

  • Evite períodos prolongados em jejum. Faça intervalos regulares entre as refeições (3 horas), e 5 a 6 refeições ao dia.
  • Não abuse da ingestão de bebidas alcoólicas.
  • Alimente-se sempre antes de atividades físicas, mas sem exageros. Evite práticas extenuantes. Após os exercícios, reponha as perdas. Frutas são boas opções.
  • Se você tem hipoglicemia reativa, evite açúcar branco, farinha branca e doces.  Prefira arroz e farinha integrais ou associe carboidratos com gorduras ou proteínas (pão com manteiga).
  • Os diabéticos, além de seguirem as indicações acima, devem estar sempre em contato com seu médico e seu nutricionista, principalmente aqueles que realizam atividades físicas regulares, uma vez que a dose dos medicamentos de uso diário podem necessitar de ajustes na medida em que se evolui no programa de treinamentos.

 

 

 

Revista VivaSaúde Edição 120

 

 

 

 

 

 



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