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Como funciona o atendimento humanizado no pronto-socorro

Publicado em 20 de Nov de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Muitas unidades médicas já empregam o acolhimento por classificação de risco, programa que utiliza cores para diferenciar os casos graves dos mais amenos



Texto: Diego Benine/ Ilustração: Luiz Lentini/ Adaptação: Letícia Maciel

O principal benefíciodo atendimento humanizado é a  organização do fluxo de
pacientes no pronto-socorro
Ilustração: Luiz Lentini 

Atendimento humanizado 

Disponível em prontos-socorros da rede pública, esse programa visa identificar a urgência de condição do paciente assim que ele chega à unidade. A avaliação prévia garante um cuidado mais individualizado, descongestiona as filas e possibilita que a família da vítima tenha noção do tempo de espera.

As cores da Saúde 

Vermelho-Caso de emergência: é necessário atendimento imediato.
Amarelo- Urgência: o atendimento será realizado entre 10 e 30 minutos.
Verde-Pouco urgente: o atendomento será em cerca de 120 minutos. A cor verde representa os casos de urgência relativa. Quando isolados, os sintomas que entram nessa categoria não exigem intervenção médica imediata: o enfermo pode aguardar pelo atendimento. 
Azul-Não urgente:  A espera pelo atendimento é de até 240 minutos. O azul identifica queixas agudas, pedidos de receitas e troca de curativos. Os portadores dessa cor são acompanhados até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 
Laranja- Classificação opcional- Tratamento em até 10 minutos. A cor laranja está presente em alguns hospitais. Trata-se de uma classe intermediária entre a vermelha e a amarela. Nesse caso, o problema é considerado “muito urgente”. 

Protocolo de classificação

AdultosVermelho: queimaduras grandes, lesão na coluna vertebral, crise convulsiva, traumatismo craniano, coma ou perda de consciência. 
Amarelo: dores de cabeça intensa ou torácica forte, crise asmática, náuseas e vômitos com desidratação grave, febre alta.
Verde: sinais de categoria “azul” em pessoas com mais de 70 anos, enxaqueca, dor de ouvido, gastroenteritte, vômito e diarreia.
Azul: sintomas gripais sem comprometimento respiratório, aplicação de benzilpenicilina, troca de curativos. 

Crianças 

Vermelho: perda de consciência, arritmias cardíacas, parada cardiorrespiratória, dor intensa, queimaduras e hemorragias. 
Amarelo: crianças especiais e deficientes físicos, recém-nascidos, febre com crise convulsiva, estado de pânico e cortes.
Verde: asma fora de crise, dor de ouvido, vômito e diarréia, sintomas gripais (os pequenos são direcionados à UPA).
Azul: curativos, retirada de pontos, avaliação de exames, aplicação de benzilpenicilina e retirada de receitas médicas. 

Entenda o processo de triagem 

Ao dar entrada na unidade médica, o paciente é recebido por enfermeiras treinadas, cujo trabalho é ouvir as queixas e fazer uma avaliação rápida e partir de padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A gravidade do quadro é rotulada com uma das seguintes cores: vermelho, amarelo, verde e azul. Em alguns prontos-socorros, os acolhidos chegam a receber pulseira com essas tonalidades para facilitar o trabalho dos profissionais de saúde. 

Urgência priorizada 

De acordo com Vanda Vitória Carneiro de Santana, diretora técnica-administrativa da Santa Casa de Misericórdia de Itapeva (SP), o principal benefício trazido pelo novo sistema foi a organização do fluxo de pacientes no pronto-socorro. “A diminuição de casos ambulatoriais e o uso adequado do serviço por parte da população ajuda a unidade a fazer um trabalho mais eficiente, pois casos mais graves demandam mais atenção da equipe”, afirma. 

Revista VivaSaúde 126



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