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Como evitar os sintomas da menopausa

Publicado em 26 de Jul de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Um marco importante na vida sexual feminina, esse período pode ser também um transtorno com sintomas incômodos e insistentes. Descubra como superar essa fase com mais saúde



 Texto: Fernanda De Almeida / Foto: Danilo Tanaka / Adaptação: Ana Paula Ferreira

As ondas de calor, tão conhecidas, correspondem ao climatério, à fase em que o corpo feminino

está deixando de produzir o estrogênio. Foto: Danilo Tanaka

Para começo de conversa é preciso esclarecer que menopausa e climatério são coisas distintas: a primeira é o período que se inicia após a última menstruação da vida de toda mulher. “Só é possível fazer o diagnóstico tardio da menopausa, isso porque depois de um ano sem menstruar é que se confirma qual, então, foi a última menstruação”, define Ruth Clapauch, vice-presidente do departamento de endocrinologia feminina e andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O climatério, por sua vez, é o período em que o ciclo da mulher começa a ficar desregulado até que, enfim, ela entre na menopausa. O ciclo é irregular quando atrasa sete dias ou mais do que o habitual.

O climatério começa geralmente cinco anos antes da última menstruação, que ocorre em torno dos 45 a 55 anos de idade. Depois da última menstruação é que a chamada menopausa começa e não tem data definida para terminar.

Antes do esperado

A menopausa é considerada precoce quando acontece antes dos 40 anos e sempre será decorrente de algum problema: genético, de forma espontânea como nas doenças autoimunes ou induzida por cirurgia, e até decorrente de tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

“Outro fator é o tabagismo. Mulheres fumantes têm menopausa até 18 meses antes do habitual”, alerta Luciano Pompei, ginecologista da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp).

As tais ondas de calor, tão conhecidas, correspondem ao climatério, à fase em que o corpo feminino está deixando de produzir o estrogênio e a queda no nível deste hormônio gera uma série de sintomas, entre eles principalmente os conhecidos fogachos, secura na vagina, redução da libido, mudanças no sono e alterações de humor, como irritabilidade, fadiga, ansiedade e depressão.

“Embora todas as mulheres passem pela menopausa, cada organismo responde de forma individualizada, por isso algumas mulheres sentem tantas alterações nesse período e outras não”, explica a nutricionista Aline Silva, da Vital Âtman. Os sintomas acometem 80% das mulheres.

Reposição hormonal

Para tornar essa fase da vida menos sofrida, existem diferentes maneiras de tratar os sintomas. Por meio de exames e entrevistas o médico consegue avaliar se é necessário realizar a reposição hormonal — o tratamento mais comum.

Efeito colateral

Ele só ocorrerá se a dosagem da reposição estiver incorreta. “Para cada paciente o médico deverá estipular uma quantidade específica da reposição de estrogênio. Como se trata da reposição do hormônio tal como é produzido no corpo feminino, não há rejeição, diferente das pílulas anticoncepcionais que são hormônios sintéticos”, afirma Pompei. Para melhor se adequar a cada mulher, a reposição hormonal pode ser feita por meio de cápsulas, adesivos ou gel, tendo o mesmo efeito em todos os casos.

Alternativas válidas

Há mulheres que apresentam contraindicação para o uso da reposição hormonal. São aquelas que tiveram câncer de mama, ovário ou do útero, nos casos em que a pessoa tenha histórico familiar de primeiro grau com algum desses tipos de câncer, e também na presença de trombose ou uso de pílula anticoncepcional. Na fase do climatério, antes da menopausa, enquanto a mulher ainda apresenta menstruações, existe a possibilidade de engravidar e, mesmo a chance sendo bem reduzida, a mulher não pode fazer a reposição.

A segunda linha de tratamento para ondas de calor são alguns tipos de antidepressivos, que se mostram eficazes contra os fogachos pois alteram os níveis de alguns neurotransmissores cerebrais e isso causa melhora também no humor, diminuindo a irritabilidade. Se a insônia for consequência dos calores, o tratamento deve melhorar o sono. Caso contrário, há medicações específicas para esse fim. A secura vaginal pode ser tratada com hormônios especificamente para aplicação vaginal ou com cremes vaginais que melhoram a espessura da mucosa vaginal e estimulam a produção das secreções fisiológicas. “A perda de libido é o sintoma de tratamento mais difícil quando os hormônios não podem ser usados, com poucas alternativas medicamentosas que devem ser discutidas”, afirma Pompei.

Revista VivaSaúde edição 116

 



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