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Como diagnosticar a endometriose

Publicado em 17 de Dec de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Os especialistas ainda não sabem o que pode causar a endometriose, mas alguns exames podem diagnosticar e indicar o tratamento indicado. Confira



Texto: Rose Mercatelli/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel 

Exames laboratoriais como o exame de sangua CA125, pode diagnosticar a doença 
 Foto: Shutterstock 

Ainda não totalmente desvendada pela Medicina, a endometriose se apresenta cada vez com mais freqüência nos consultórios médicos. Sua incidência tem aumentado consideravelmente, porém os especialistas ainda não sabem ao certo a causa. “Com a difusão dos conhecimentos da doença, tanto para os médicos quanto para a população em geral, os diagnósticos são feitos com maior precisão e em maior número. Alguns estudos, entretanto, estão encontrando uma relação entre poluentes ambientais e a endometriose”, diz Eduardo Schor, ginecologista e coordenador responsável pelo setor de endometriose da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e secretário da Sociedade Brasileira de Endometriose.

Quanto antes souber, maior a chance de cura 

Os médicos são unânimes em dizer que não existe uma maneira efetiva de prevenir a doença em si. No futuro, o objetivo dos especialistas é identificar as adolescentes predispostas a ter endometriose e agir no sentido de prevenir seu aparecimento. Por isso, é importante que todos os esforços estejam voltados para a prevenção secundária: “É preciso alertar a população e a classe médica para a doença, permitindo, dessa maneira, que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível”, enfatiza o ginecologista Eduardo Schor. O especialista salienta que, hoje, o tempo médio entre a instalação da doença e o início de tratamento é de oito anos, sufi ciente para que a endometriose passe de leve a profunda. Por isso, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais fácil será o tratamento. 

A hora da investigação 

“O diagnóstico inicial pode ser feito por meio do histórico clínico da paciente e baseado nos sintomas característicos da doença. Nesse caso, um exame ginecológico também pode ajudar”, revela o ginecologista Eduardo Schor. A avaliação física é igualmente essencial na investigação da doença. O exame do abdome, por exemplo, pode revelar ao especialista se há aumento abdominal ou dores localizadas. Já o exame do colo do útero pode detectar a doença no colo e/ou na parede vaginal, enquanto o toque ginecológico avalia possíveis aumentos nos ovários, dores atrás do útero e eventuais nódulos dolorosos presentes na endometriose profunda. Entre os exames por imagens, destacam-se:

Ultrassom Transvaginal Especializado: permite a imagem do útero, ovários e lesões profundas da endometriose.

Ressonância magnética da pélvis: auxilia no diagnóstico da endometriose profunda.

Videoparoscopia: considerada por muitos especialistas como o melhor método para diagnosticar a doença, assim como para se iniciar o tratamento (quando é indicada cirurgia). O exame é feito por meio de um tubo metálico com 10 mm de diâmetro e uma microcâmera na sua extremidade, que permite a visualização da cavidade abdominal. O tubo é introduzido por um pequeno corte feito no interior da cicatriz umbilical. Uma das vantagens é que o exame permite ao médico enxergar pequenos focos da doença, nem sempre perceptíveis. 

Existem também métodos laboratoriais que ajudam no diagnóstico. Um deles é o uso de um exame de sangue (marcador) chamado CA 125. Inicialmente, esse exame era um dos testes usados para o diagnóstico de câncer de ovário. Porém, os médicos perceberam que ele também pode dar positivo em outras doenças benignas, como a endometriose, ainda que não seja específico para ela. A melhor indicação para fazer esse exame, seguindo alguns especialistas, é quando há suspeita de endometriose avançada. “O marcador pode ser útil, mas deve ser interpretado com muita cautela”, avisa Schor

Revista VivaSaúde Edição 61




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