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Cansaço e indisposição pode ser sinal de infarto

Publicado em 05 de Feb de 2015 por Marília Alencar | Comente!

Cansaço e indisposição pode ser o primeiro sinal de infarto. Confira algumas outras causas do problema



Texto Ivan Alves/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Marília Alencar 

Cansaço

(Foto: Shutterstock)

É normal sentir-se cansado após um dia cheio de atividades. Porém, se a causa está longe do desgaste decorrente de um cotidiano atribulado, fique atento: a indisposição é o primeiro sinal de infarto. Confira abaixo as principais causas do cansaço:

1. Pode ser subfunção da tireoide

O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide opera abaixo dos níveis normais, sinalizado pela sensação de cansaço. A tireoide é controlada pelo TSH, hormônio enviado pela hipófise, uma glândula que fica abaixo do cérebro. O hipotireoidismo é caracterizado por duas situações: quadros em que a produção da TSH é defasada (primária) e quando a tireoide não libera adequadamente os hormônios tireoidianos (secundária). A doença, mais frequente em mulheres, é controlada pelo uso contínuo de medicamentos.

2. Causado pela anemia

As células vermelhas do sangue são responsáveis por levar oxigênio para todos os tecidos do corpo. Uma pessoa com anemia tem uma taxa dessas células abaixo dos níveis normais, o que acaba defasando a distribuição do oxigênio pelo corpo, causando a sensação de cansaço. O tipo de anemia mais frequente é a carencial, ou seja, aquela que se dá pela falta de ferro e ácido fólico no organismo. Para tratar é preciso fomentar o consumo desses nutrientes. Há casos, no entanto, em que o organismo não consegue absorvêlos. Geralmente ocorrem em pessoas com problemas graves de saúde ou que passaram por tratamentos agressivos, como em pacientes com câncer e que necessitam de sessões de quimioterapia. Outros casos de anemia são observados em mulheres durante o período fértil, com alterações no ciclo menstrual. O tratamento é o mesmo. A anemia pode ser sintoma de doenças na medula óssea (hematológica) e renais.

3. Nervos à flor da pele

O estresse agudo é um problema que atinge principalmente pessoas que têm um ritmo de vida acelerado e estão expostas a fatores estressantes, como o medo da violência. Um organismo sob tais condições libera altos níveis de adrenalina, elevando seu ritmo de trabalho, ainda que o indivíduo esteja em repouso. O corpo, então, acusará cansaço mais cedo, uma vez que o gasto energético está acima do nível normal. Pode ser minimizado por meio de uma dieta leve, repondo vitaminas e sais minerais, e da prática de atividade física. Casos mais graves e persistentes podem ser tratados com antidepressivos.

4. Insuficiência coronariana

Ocorre pela formação de placas que grudam nas paredes das artérias coronárias, obstruindo o fluxo sanguíneo até o coração, caracterizando o infarto. Essa barreira é resultado do acúmulo de gorduras, como o colesterol. A insuficiência coronariana é um mal silencioso e progressivo, de difícil detecção precoce. O cansaço sem causa aparente é um dos principais indicadores de obstrução das coronárias. Pessoas que perdem a capacidade física de forma inesperada devem procurar ajuda especializada. A alteração na irrigação sanguínea pode ser detectada por meio do exame eletrocardiograma de esforço (teste ergométrico). O tratamento varia de acordo com a lesão, geralmente baseado em fármacos

5. Noites maldormidas

O organismo produz hormônios essenciais durante o sono. Sem os níveis mínimos dessas substâncias o corpo acusará cansaço mais cedo. O cérebro só descansará durante a fase do sono REM, que dura em média duas horas. Para chegar a esse estágio é preciso pelo menos outros 120 minutos de repouso, mesmo tempo necessário para sair desse estágio devidamente descansado. O melhor tratamento é melhorar a qualidade do sono. O local deve ter pouca iluminação, ser confortável e silencioso. Evite deitar-se pensando em problemas e não consuma alimentos e estimulantes duas horas antes de dormir. Os distúrbios de sono são identificados pelo exame de polissonografia. Esses casos são tratados com medicamentos.

6. Síndrome da fadiga crônica

É resultado do processo prolongado de estresse agudo. Geralmente ocorre com pessoas que vivem um longo período sob forte pressão, como no trato de um parente com uma doença grave. Esses indivíduos permanecem em constante estado de atenção, fator que eleva os níveis normais de adrenalina no organismo. Quando o problema termina e a rotina desacelera, o corpo se sente mais cansado, uma vez que se “acostumou” com um ritmo mais intenso. O tratamento segue a mesma rotina do estresse agudo.

Revista VivaSaúde / Edição 90



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