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14 dicas para parar de fumar

Publicado em 30 de Apr de 2016 por Marília Alencar | Comente!

Você sabia que a recompensa é um incentivo a mais para quem deseja parar de fumar? Adote já medidas simples para driblar os gatilhos que o levam a querer acender o cigarro com mais eficiência


  • 1. Beba água gelada

    Não se sabe bem ao certo o porque, mas beber água gelada ajuda a segurar a onda naqueles momentos em que a vontade de fumar bate à porta. O mesmo vale para chupar cubos de gelo. A hipótese é que há uma espécie de prazer local quando o cigarro está na boca, e a água gelada seria um bom substituto.

  • 2. Mais refeições, menos comida

    Pessoas que fumam tendem a ser ansiosas, e não raro descontam a ausência do cigarro em outro “vício”: a comida. Dessa forma, ex-fumantes costumam ganhar, em média, dois quilos nas primeiras semanas de tratamento. Parar de fumar também melhora o paladar, outro motivo para sentir ainda mais prazer no ato de comer. Para que a comilança não vire um problema, o ideal é fracionar a comida em pequenas refeições com menos alimentos em cada uma delas. O ideal é fazer seis refeições ao longo do dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

  • 3. Evite doces e frituras 

    Faça as contas: maior vontade de comer somado a comidas do tipo “gordas” resultam, ao final, em ganho de peso. Assim, o ideal é deixar de lado alimentos com alto valor calórico para não assistir ao ponteiro da balança subir. São os casos de doces, frituras, cortes de carnes gordurosos (como cupim, picanha e fraldinha) e bebidas ricas em açúcar, como refrigerantes e sucos industrializados. A ordem é ficar de olho todo o tempo!

  • 4. Escove os dentes mais vezes ao dia

    O gosto da comida na boca, logo após cada refeição, é considerado um dos gatilhos que fazem muita gente querer sair para fora para fumar um cigarro. Sendo assim, é indicado escovar os dentes tão logo se levantar da mesa. Com a boca limpa, há ainda uma maior preguiça de fumar e ter que escovar os dentes novamente. Esta estratégia acaba sendo um estimulo a mais para que o cigarro fique de lado.

  • 5. Lembre-se dos motivos que o fizeram desistir 

    “Nenhuma alternativa dará certo se a pessoa realmente não quiser parar”, diz o pneumologista Alexandre Kawassaki. Por isso, vale a pena lembrar os motivos que o fizeram querer desistir. Você sabia, por exemplo, que o fumante possui risco dez vezes maior de ter câncer de pulmão, cinco vezes maior de enfartar ou apresentar bronquite crônica e enfisema pulmonar e duas vezes maior de sofrer derrame cerebral? Vale a pena refletir sobre isso quando a der vontade de fumar.

  • 6. Fuja do estresse

    Para parar de fumar, é necessário repensar a rotina de trabalho e as relações com as pessoas ao seu redor. O estresse é um dos responsáveis por desencadear crises de ansiedade e, consequentemente, vontade de buscar alívio no cigarro. Cortando o mal pela raiz, as chances de conseguir largar o tabaco se tornam ainda maiores.

  • 7. Evite a cafeína 

    O sabor do café acaba sendo tradicionalmente associado ao cigarro após o almoço ou jantar. Em outras palavras, um hábito acaba levando a outro. Ao reduzir os cafés consumidos após a refeição ou no expediente de trabalho há, consequentemente, menos chance de você recorrer ao vício do cigarro.

  • 8. Não frequente lugares com fumantes

    Essa dica pode variar de pessoa para pessoa, já que alguns pacientes gostam de frequentar locais com fumantes para testar seu poder de resistência. Contudo, em linhas gerais, pode ser difícil se manter longe do cigarro quando se está em uma roda de amigos fumantes. Assim, o ideal é fugir dos ambientes perigosos pelo menos no início dessa tentativa.

  • 9. Ponha outra coisa em sua boca

    O princípio aqui é o mesmo da água gelada. Como o cigarro também está ligado ao prazer oral, o hábito de manter o cigarro na boca pode ser driblado com balas e chicletes sem açúcar, por exemplo.

  • 10. Vale repor a nicotina

    Recomenda-se o uso de balas, pastilhas ou adesivos para evitar crises de abstinência durante a terapia antifumo. “Começam-se com doses maiores que serão retiradas aos poucos”, diz Kawassaki. Podem ser necessários fármacos, como antidepressivos. O tratamento pode variar de três meses a um ano.

  • 11. Pratique atividades físicas

    “O cigarro está associado a um momento de prazer. Podemos tentar mudar esse momento com outras atividades prazerosas. No caso da atividade física, há a liberação de endorfina e de outros neurotransmissores vinculados ao bem-estar”, reforça Alexandre Kawassaki, pneumonologista do Hospital 9 de Julho (SP). Outro ponto é que a abstinência de cigarro leva a uma maior ingestão calórica. Suar a camisa na academia seria uma forma de prevenir o ganho de peso.

  • 12. Recompense-se

    A recompensa é um incentivo a mais para quem deseja parar de fumar. Tanto que vale a pena reservar o dinheiro que seria gasto com os maços em uma caixinha e, ao final da semana, comprar algum item especial para você com o montante acumulado. “Já houve estudos em que se ofereciam prêmios em dinheiro para quem parasse de fumar, comprovado por testes bioquímicos. O resultado mostrou que a recompensa era mais efetiva que medicamentos”, conta Kawassaki.

  • 13. Seja paciente com você

    Recaída não é igual a fracasso. Afinal, o cigarro está associado a hábitos culturais e leva consigo inúmeras substâncias que causam dependência. Pode ser difícil cortar o círculo vicioso, por isso, dê a você quantas chances achar necessárias até conseguir. Em casode deslize, fique atento àquilo que o levou a voltar a fumar para não cometer o mesmo erro. Para finalizar, não use a recaída como desculpa para voltar ao vício.

  • 14. Evite bebidas alcoólicas 

    Aquela cervejinha no happy hour está constantemente associada a petiscos, bate-papo e, infelizmente, cigarro. “É o clássico de hábito fumar quando se está bebendo. Por isso, o ideal é que o paciente procure não ingerir bebidas alcóolicas no início do tratamento, para não cair na tentação defumar. Quando ele estiver mais seguro e fortalecido, poderá voltar”, recomenda o médico.

Texto Leonardo Valle / Fotos: Shutterstock

Revista VivaSaúde/ Edição 145



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