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10 dúvidas sobre o controle do diabetes

Publicado em 11 de Jan de 2017 por Kelly Miyazato | Comente!

Você acredita que o doce é o pior inimigo de quem tem diabetes ou, inclusive, que o tipo 1 é mais grave que o tipo 2? Esses questionamentos são comuns, por isso, listamos 10 dúvidas sobre o controle do diabetes para te ajudar a desvendar os mitos relacionados à doença. Saiba mais!



 

Veja 10 dúvidas sobre o controle do diabetes

A desinformação é um dos maiores entraves para o controle do diabetes. Atrasa a detecção, interrompe o tratamento, penaliza o organismo. Quem esclarece suas dúvidas pode cuidar muito melhor da saúde. Confira abaixo 10 dúvidas comuns sobre o tratamento do diabetes:

1. Diabetes é o fim da linha?
De modo algum. O diagnóstico precoce e o controle adequado possibilitam ao portador de diabetes uma vida saudável e livre de complicações.

2. O tipo 1 é mais grave que o tipo 2?
Não, ambos podem ser graves. Embora tenham como denominador comum o aumento do açúcar no sangue, eles decorrem de situações diferentes. No tipo 1, o pâncreas deixa de produzir insulina porque as células encarregadas desta missão foram destruídas pelo sistema imunológico; já no tipo 2, ele produz, mas o hormônio não age como deveria.

3. Quem tem diabetes não digere doces?
O problema não é a digestão do açúcar, mas a dificuldade de aproveitá-lo. A glicose obtida de massas, doces e frutas é fonte de energia para as células. Quem possibilita sua chegada ao destino é a insulina, produzida pelo pâncreas. Se ela faltar ou não cumprir seu papel, a glicose não entra nas células e seus níveis no sangue ficam acima do normal, o que pode comprometer vários órgãos.

4. Diabetes tipo 1 atinge apenas jovens e o tipo 2, só adultos?
A primeira manifestação já foi chamada de diabetes infanto-juvenil e a segunda, de diabetes da maturidade. Mas isso mudou. Com o avanço da obesidade, o tipo 2 tem sido diagnosticado cada vez mais em crianças, adolescentes e jovens. E eventualmente o tipo 1 pode se manifestar na idade adulta.

5. São doenças exclusivas de pessoas obesas?
Nada disso. Um dos sintomas de diabetes tipo 1 é o emagrecimento. No tipo 2, a obesidade é o fator central, mas algumas pessoas, apesar de estarem só um pouco acima do peso recomendado, concentram esses quilos na barriga. A gordura armazenada no abdome é justamente a que interfere na ação da insulina.

6. Se houver portadores de diabetes na família, não tem como escapar?
Em torno de 50% dos pacientes com diabetes tipo 2 têm um parente com o distúrbio. Contudo, os maus hábitos também contam, em especial a obesidade e o sedentarismo. Dieta e exercícios físicos podem reduzir em 60% o risco de desenvolver o quadro.

7. Quem não tem sintomas não precisa se preocupar?
Não se iluda. O diabetes tipo 2 ataca em silêncio. Quando aparecem os sinais, órgãos importantes, como os rins e o coração, já podem ter sofrido agressões.

8. O doce é o pior inimigo de quem tem diabetes?
Nem sempre. O vilão pode ser a pizza, o purê de batata, o nhoque, enfim, outros alimentos que fazem as taxas de açúcar no sangue subirem muito rápido. Já os ricos em fibras, como cereais integrais e leguminosas, têm absorção mais lenta e não provocam esses picos perigosos.

9. O resto da alimentação é livre?
Não, ela precisa ser equilibrada para fornecer nutrientes e evitar o ganho de peso. Assim, alimentos muito calóricos ou gordurosos devem ser consumidos com moderação.

10. Usar insulina é indício de que a doença se agravou?
Não, a medida pode ser necessária para portadores de diabetes tipo 2 devido à evolução natural da doença. Estudos europeus e americanos estimam que 25% desses pacientes um dia necessitarão de insulina. Pesquisadores têm sugerido a introdução precoce em vez de postergá-la, com o objetivo de dar uma espécie de “descanso” ao pâncreas. Há evidências de que a estratégia favorece o controle da doença em médio e longo prazo.

"É mais fácil e barato prevenir o diabetes ou tratá-lo no início", Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

 

*Texto Coleção VivaSaúde Especial Diabetes | Foto Shutterstock | Adaptação Kelly Miyazzato.

 

Texto Coleção VivaSaúde Especial Diabetes - 2ª Edição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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