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Evite os efeitos sanfona e platô

Publicado em 15 de Apr de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Ao fazer uma dieta, não descuide da vigilância quando perceber que ela está dando certo, caso contrário, poderá causar o efeito sanfona ou platô



Texto: Revista VivaSaúde Especial Metabolismo / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Alguns médicos acham que as pessoas que têm tendência ao efeito sanfona prejudicam mais

sua saúde se mantiverem essa rotina de engorda, emagrece, engorda, emagrece. Por isso,  é

necessário não descuidar da vigilância. Foto: Shutterstock 

Imagine este caso: no começo tudo vai bem e você está conseguindo emagrecer direitinho. Mas depois vem a decepção: você começa a engordar de novo. Com o susto, volta a caprichar nas dietas restritivas e emagrece. Mas é por pouco tempo, pois logo você relaxa na dieta ou na atividade física e o sobrepeso retorna. Esse é um exemplo típico de efeito sanfona — ou efeito ioiô — que acontece com muitas pessoas. Agora imagine este outro caso: você começa uma dieta e no início vai emagrecendo. Chega um ponto, entretanto, que, mesmo seguindo o mesmo cardápio, você para de emagrecer. Agora estamos diante do efeito platô, que também é muito comum, pois o metabolismo fica cada vez mais lento com a dieta adotada.

O peso que vai e vem

Ao fazer uma dieta, não descuide da vigilância quando perceber que ela está dando certo. Desleixar com a qualidade da alimentação é a principal causa do efeito sanfona. Depois de emagrecer, a pessoa passa a levar uma vida normal, como se estivesse curada. E é aí que mora o perigo. Ela retoma os velhos hábitos e engorda novamente. Alguns médicos acham que as pessoas que têm tendência ao efeito sanfona prejudicam mais sua saúde se mantiverem essa rotina de engorda, emagrece, engorda, emagrece. Mas o assunto é polêmico porque não há nenhuma pesquisa conclusiva a respeito. Também são debatidos os argumentos de quem considera que seria melhor manter-se obeso do que engordar e emagrecer seguidamente. Mas uma coisa é certa: a obesidade trás riscos sérios à saúde e na maioria dos casos é possível controla-la e vencê-la com atitudes muito simples, como ter um controle maior da dieta e praticar atividades físicas. A pessoa que sofre de efeito sanfona deve manter a mesma dieta que fazia quando tinha uns quilinhos a mais e fazer exercícios físicos. Quando bater aquela fome extra, que tal comer uma cenoura ou uma salada em vez de cair de boca em um gorduroso pão de queijo?

Quando a dieta emperra

Você está fazendo dieta de restrição calórica, teve sucesso nas primeiras semanas e, de repente, a perda de peso empaca. Mesmo comendo menos, não emagrece mais. Saiba que você provavelmente está passando por um problema muito comum entre as pessoas que querem emagrecer: o efeito platô.

Por que ele acontece?

 À medida que você emagrece, reduz as gorduras e, infelizmente, também os músculos esqueléticos, que são feitos de proteínas e gastam muitas calorias só para se manterem vivos. Aí você passa a gastar menos calorias e a dieta perde o efeito. Mas não se desespere: a solução para o problema é aumentar a quantidade de músculos esqueléticos. A fórmula para isso são os exercícios, principalmente os de esforço, como caminhada com passo rápido. Ao se exercitar você ganhará mais músculos esqueléticos e passará a gastar mais energia, podendo prosseguir na dieta com sucesso.

 

Mitos sobre o efeito sanfona

Alguns dizem que o efeito sanfona pode reduzir o funcionamento do metabolismo, tornando mais difícil o emagrecimento da próxima vez. Na verdade, o metabolismo continua inalterado. Esse processo só se modifica com o avanço da idade, quando se torna mais lento e a dificuldade de perder peso é maior.

Outro mito envolvendo o efeito sanfona é afirmar que ele deixa a pessoa com mais gordura do que antes de começar a restrição calórica. Na maior parte dos casos a quantidade de gordura continua a mesma – assim como a quantidade de músculos.

Muitos afirmam que o efeito sanfona causa riscos sérios à saúde da pessoa. Mas o que se confirmou até agora, em uma pesquisa publicada em 2007 pelo American Institute Journal of Epidemiology foi uma relação do “engorda-emagrece” com risco de câncer renal.

• Também se comenta que o efeito sanfona predispõe ao acúmulo de gordura na região abdominal, o tipo mais perigoso para o coração e que torna a pessoa propensa a desenvolver diabetes tipo 2. Outro mito. Nada se comprovou cientificamente a respeito.

 



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