Viva Saúde
Edição 8 - Dezembro/2004
 
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  "Uma fada madrinha salvou minha filha"
A funcionária pública Eloiza Fontoura da Costa conta como a pequena Eloá, de 1 ano e 10 meses, superou um câncer no fígado

DEPOIMENTO A YARA ACHÔA

Foto: Roberto Price/Folha Imagem
A garotinha recebe o carinho da mãe após a cirurgia
"Eu e meu marido, Gilvan, estamos juntos há 12 anos. De relacionamentos anteriores ele tem dois filhos já adultos - de 33 e 35 anos - e eu um filho de 16. Quando fiquei grávida da Eloá foi uma festa. Mas devido a complicações, ela nasceu prematura, aos 6 meses, com 1 kg e 35 cm, e ficou 50 dias na incubadora. Felizmente superamos essa fase.

Com o passar dos meses, notei um inchaço abdominal estranho em minha filha. Levei-a ao pediatra, que pediu uma série de exames.

No dia do seu aniversário de 1 ano, 26 de janeiro, recebemos o diagnóstico de câncer no fígado. Mesmo abalados, fizemos a festinha dela normalmente. No dia seguinte, teve início a quimioterapia. No total foram 10 sessões. Apesar de pequenininha - estava com apenas 7 quilos -, ela se mostrou guerreira e agüentou tudo de uma maneira impressionante.

A hora do transplante
O tratamento não eliminou por completo o tumor e o transplante passou a ser a única saída. A família se prontificou a doar parte do fígado para ajudá-la. Porém, por incompatibilidade ou por não preencher os requisitos básicos para o procedimento, todos fomos rejeitados.

Foi então que a Márcia, que é minha grande amiga e madrinha da Eloá, insistiu em fazer os testes de compatibilidade. E foi aprovada. No entanto, por não ser parente consangüínea (de acordo com a Lei Federal 10.211 são considerados parentes até 4º grau apenas cônjuge, filho, irmão, sobrinho, primos, tios e avós), recorremos à Justiça para conseguir autorização para a cirurgia.

Para que o transplante pudesse ser realizado com segurança, Márcia também teve de perder 10 quilos em 10 dias. Quilinhos extras que tanto a incomodavam... Determinada, ela conseguiu atingir a meta.

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