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  É virose! De novo...
Ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de diagnóstico não é feito na incerteza. A recomendação de repouso, alimentação adequada e ingestão de muito líquido são, realmente, a melhor forma de ajudar o organismo a combater o inimigo

POR ROSE MERCATELLI

De repente, surge um mal-estar, cansaço, dor de cabeça. Depois, dores pelo corpo inteiro, espirro, nariz escorrendo e febre. Ou dores de barriga, vômito, diarreias. E mais febre. Esses problemas de saúde são tão corriqueiros que muita gente já sabe o que vai escutar do médico: “Isso é uma virose!”. Muitos pacientes chegam até a se irritar com o diagnóstico e com a recomendação geral de repousar e cuidar bem da alimentação. E nada mais. Sem um pedido de exame de laboratório sequer, nem um medicamento. Daí, quase sempre bate a incerteza: “Será que o médico sabe o que está dizendo? Não seria melhor tomar um antibiótico logo de cara?”.

Por que tanta confusão?
A dúvida é mais comum do que se imagina. Tem muita gente acreditando que virose é um termo usado pelos médicos quando não sabem quais são os males que afligem seus pacientes. Mas virose existe, sim, e é definida como uma infecção causada por um vírus. O termo é genérico, pois serve para indicar desde uma doença branda e passageira, como um simples resfriado, até males mais graves que podem levar ao óbito, quando não são atendidos pronta e corretamente como é o caso da dengue. Outros exemplos de distúrbios perigosos causados por vírus são a febre amarela e a Aids.

Mas, na maioria das vezes, o médico conta com poucos dados para diferenciar uma virose de uma infecção bacteriana. Por cautela, então, muitos preferem acompanhar o desenrolar da história, antes de entrar com medicações mais contundentes como o antibiótico, indicado única e exclusivamente para matar bactérias. “Os sintomas das infecções provocadas por vírus ou por bactérias, no início, são muito semelhantes. Começam com dor no corpo, malestar generalizado, dores de cabeça e febre, em ambos os casos. Não existe um sinal clássico para um ou outro tipo de infecção. Daí, a dificuldade de fechar um diagnóstico definitivo num primeiro momento”, diz José Ribamar Carvalho Branco, infectologista do Hospital São Camilo, SP, e coordenador da Campanha Internacional para Salvar 5 Milhões de Vidas, ligada ao Institute for Healthcare Improvement.

Esse aguardo não significa que o médico não tem certeza do que fazer por desconhecer o que se passa realmente com seu paciente. Como sabe que em 90% dos casos a virose é uma doença benigna e que o próprio sistema de defesa do indivíduo se incumbe de resolver a questão e que, além disso, a doença é autolimitada, isso é, tem um tempo para acabar sozinha, a melhor decisão é mesmo instruir o paciente para ficar alerta com uma eventual complicação e medicar apenas para combater os sintomas e amenizar o mal-estar, na medida em que não existem medicamentos específicos para matar o vírus.

Na maioria das vezes os sintomas são benignos e desaparecem no período entre 48 e 72 horas

De olho nos sinais
Na maioria das vezes as viroses são benignas e desaparecem no período entre 48 e 72 horas. Porém, em alguns casos, a virose predispõe o organismo a infecções bacterianas. Estas, sim, trazem sérios prejuízos para o organismo. Cerca de 60% das pneumonias causadas por bactérias decorrem de uma gripe ou de outras viroses respiratórias. Ou seja, o indivíduo tem uma infecção viral que debilita o organismo temporariamente, o que se torna uma oportunidade e tanto para uma bactéria se aproveitar da ocasião e causar uma nova infecção. Outros quadros infecciosos que podem acontecer também são: sinusite, amidalite, otite e traqueíte.

Essas mudanças de rumo são mais frequentes em crianças e idosos porque o sistema imunológico em ambos os casos não conseguem responder a altura. “Nos menores porque as defesas ainda não funcionam como deveria. Nos mais velhos porque o próprio desgaste do organismo, somado a eventuais doenças, debilita o sistema de defesa”, explica Branco.

Por isso, é importante nunca descuidar da evolução da doença e comunicar ao médico qualquer sinal de mudança. “Nos problemas respiratórios, por exemplo, as infecções bacterianas apresentam febre mais alta e uma prostração mais acentuada que as provocadas por vírus. Já nas infecções gastrointestinais causadas por bactérias, as fezes podem apresentar muco ou sangue, além de outros sintomas como dores abdominais, diarreia aguda, febre, náusea e vômitos, que também são comuns às viroses”, explica André Nathan, clínico-geral e pneumologista do Hospital Nove de Julho e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

É POSSÍVEL EVITAR O CONTÁGIO. VEJA COMO Não há garantias contra uma virose intestinal no verão. porém alguns cuidados extras ajudam a diminuir os riscos:
•“A higiene das mãos e dos alimentos são fundamentais para evitar a contaminação”, explica celso granato. os vegetais, como frutas e legumes, devem ser muito bem lavados em uma solução com água filtrada ou fervida e gotas de água sanitária. isso porque eles são um dos principais transmissores de vírus que atacam o sistema digestivo.
•É preciso manter o corpo sempre hidratado para se precaver contra a desidratação. por isso, consuma muito suco de frutas e água de coco, além de água pura, principalmente nos dias muito quentes. mas atenção: cuidado com água de torneira ou de bica da qual não se sabe a procedência. É mais garantido consumir água mineral em garrafas ou copinhos lacrados, de marcas conhecidas.
•Cuidado com alimentos de origem desconhecida vendidos em ruas ou praias. Um lanche natural não é sinônimo de ter sido feito com os cuidados higiênicos adequados.
•Sol, mar, calor, areia e dieta pouco saudável, com muita gordura, por exemplo, são fatores que contribuem, quando em excesso, para um desgaste maior do organismo, abrindo as portas para os ataques de vírus. por isso, aproveite o verão, mas use o bom senso.
•Mais uma vez é bom lembrar que crianças e idosos são mais vulneráveis e, por isso, requerem cuidados especiais. se surgir alguma alteração, esses pacientes devem ser monitorados mais atentamente. também é importante que as vacinas estejam em ordem.
•O controle da febre deve ser feito com atenção, pois temperaturas muito altas ajudam na perda de líquidos pela pele.
•No caso de diarreias, a alimentação deve ser a mais indicada para esses casos. Alimentos como goiaba e maçã diminuem o problema. Já o mamão, o leite e suco de laranja podem piorar o quadro.
•Se depois de tratados com medicações adequadas para a idade, os pacientes com viroses não apresentarem melhoras, é importante voltar ao médico e fazer exames para detectar possíveis infecções.

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