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POR SÍLVIA DALPICOLO

ANALGÉSICOS PODEM AUMENTAR DOR DE CABEÇA

Dores de cabeça surgem sem anunciar e nos momentos menos oportunos. Mas, antes de tentar a ingestão de diferentes medicamentos para dar um chega pra lá no incômodo, saiba que o uso excessivo dos analgésicos não combate a cefaléia. E o pior: pode provocar ainda mais dores. Pesquisadores da Clínica Mayo, nos EUA, analisaram estudos envolvendo essa linha de remédios e a incidência de dores em decorrência deles, realizados em oito países. Para o neurologista David W. Dodick, responsável pelo estudo, o uso indevido desses fármacos pode causar o agravamento da cefaléia, tornando-a diária.

Síndrome pós-poliomielite passa a integrar catálogo internacional de doenças

A spp, como é chamada, provoca a perda das funções musculares e afeta pacientes que já sofreram de poliomielite no passado e estão na faixa dos 40 anos. O pontapé inicial para oficializar a síndrome partiu da Universidade Federal de são paulo (Unifesp), que estima que 10 mil pessoas possuam sequelas decorrentes da poliomielite e outros 60% já sofrem da síndrome pós-poliomielite. entre os sintomas estão dificuldades de deglutição, hipersensibilidade ao frio, distúrbios do sono, fadiga e problemas respiratórios. A poliomielite atinge os neurônios do paciente e aqueles que não são afetados durante a doença acabam sobrecarregados ao longo da vida, o que explica o fato de a síndrome aparecer somente na meia-idade. Antes de ser reconhecida como doença, a spp era considerada pelos órgãos de saúde do trabalho como uma síndrome não evolutiva e, por isso, os pacientes eram orientados a continuar ativos na profissão.

Dormir de menos (ou demais) afeta o coração

Que o sono irregular pode prejudicar a saúde - especialmente a cardíaca - todo mundo já sabe. Mas cada vez surgem mais indícios dos males que a vigília noturna ou o excesso de horas dormidas podem causar. Desta vez, o estudo divulgado no American Journal of Epidemiology aponta que tanto as pessoas que dormem menos de cinco horas por dia quanto aquelas que têm mais de nove de descanso estão mais predispostas a desenvolver doenças cardiovasculares e a falecer em decorrência delas. O risco nesses dois grupos atinge 57% e 79%, respectivamente. Paralelo a esse fato, insones e dorminhocos apresentam mais fatores de risco associados a essas doenças, como tabagismo e alimentação pobre em vegetais e rica em gorduras ruins.

Comer à noite não engorda mais

Sabe aquela história de que para emagrecer não se deve comer após as 18 horas? Este é mais um mito que, agora, cai por terra. O crédito da descoberta fica por conta dos pesquisadores Rachel C. Vreeman e Aaron E. Carroll, depois de analisarem 177 mulheres na Suécia. O estudo aponta que aquelas que são obesas costumam comer mais no período noturno que as não-obesas, pelo simples fato de que elas fazem mais refeições e não porque o ato de se alimentar à noite engorda mais. O estudo foi publicado no British Medical Journal.

 

Cirurgia de câncer de coluna agora é feita pela boca

Um novo tratamento para o câncer de coluna cervical está disponível no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), ligado ao Ministério da Saúde. O órgão é o primeiro a realizar a terapia por meio de acesso cirúrgico transoral (pela cavidade oral). A técnica inovadora é feita com a utilização de próteses de estabilização, um tipo de placa, capazes de fixar a operação em menor número de vértebras e, assim, preservar os movimentos do paciente e diminuir as sequelas pós-operatórias. Segundo Luís Eduardo Carelli, chefe do Centro de Trauma Raquemedular do Into, esse procedimento auxilia no combate a tumores e ainda pode minimizar compressões na medula, fraturas e luxações na coluna vertebral.


FEIJÃO E NOZES SÃO ESSENCIAIS PARA DIABÉTICOS

Indivíduos com diabetes tipo 2 que seguem uma dieta rica em fibras podem manter o nível de açúcar do sangue sob controle se consumirem feijão e nozes. esses dois alimentos estão entre os que promovem melhora nos níveis de glicose no sangue, afirmam os cientistas da Universidade de Toronto, no canadá. O novo estudo, que durou seis meses, é um dos maiores e mais longos a analisar os impactos dos alimentos de baixo índice glicêmico na saúde dos diabéticos. Os participantes que aderiram à dieta de baixa glicemia também apresentaram melhorias nos níveis de colesterol. Após o estudo, eles tiveram aumento do Hdl (o bom colesterol) e redução no risco de desenvolvimento de doenças coronárias. participaram da pesquisa 210 pacientes portadores de diabetes tipo 2, que alternavam entre uma dieta de baixa glicemia, rica em cereais, e outra de alto consumo de fibras, enquanto os pesquisadores analisavam seus efeitos na saúde dos voluntários.

Novo exame pode detectar a pré-eclampsia

Uma nova tecnologia pode ajudar as mulheres a prevenir a complicação que ocorre durante a gestação. A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de Western Ontario, no Canadá, é capaz de diagnosticar e identificar gravidezes de risco com mais rapidez e eficácia. Um grupo de proteínas e biomarcadores é investigado e tem seus níveis modificados na placenta das pacientes que têm pré-eclampsia. O diagnóstico antecipado leva ao tratamento precoce, que, segundo os autores, é a chave para prevenir partos prematuros e até mesmo a morte dos bebês. O novo procedimento já está em desenvolvimento para comercialização futura. Em tempo: a pré-eclampsia resulta principalmente do aumento da pressão arterial na grávida e é umas das principais causas de morte de mães e recém-nascidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 18% dos óbitos de gestantes e 80 mil partos prematuros estão associados à complicação.


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