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Edição 7 - Novembro/2004
 
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  Labirintite: muito além da tontura
A doença afeta o ouvido interno - mais conhecido como labirinto - e pode provocar desde falta de equilíbrio até perda de audição

por Daniela Talamoni

1 O que é labirintite?
Trata-se de qualquer problema capaz de afetar o funcionamento das estruturas que compõem o ouvido interno (labirinto). Ou seja, que comprometa a cóclea (responsável pela audição), os canais semicirculares e o vestíbulo (que respondem pela noção de espaço e são fundamentais para a manutenção do equilíbrio).

2 Quais os sintomas mais comuns da enfermidade?
Dependendo do grau de comprometimento do ouvido interno, o mal-estar também costuma vir acompanhado por reações como náuseas, vômitos, palidez, sudorese, alterações gastrointestinais, zumbido intenso, impressão de ouvido tapado e até diminuição da audição.

3 E quanto as causas?
Elas podem ser inúmeras. Geralmente, a crise labiríntica ocorre em conseqüência de defeitos genéticos. Ou por distúrbios no ouvido interno provocados por tumores, pequenos cálculos (denominados otólitos) ou infecções geradas por microrganismos. Existem ainda outros motivos: agressões tóxicas, alterações hormonais ou metabólicas (diabetes e mau funcionamento da tireóide), hipertensão arterial, exposição constante a ruídos, substâncias químicas (tanto ingeridas quanto inaladas), alguns medicamentos e problemas de coluna (principalmente na cervical). O estilo de vida também interfere a favor do surgimento da crise: stress, cigarro e o consumo de café e álcool podem piorar os sintomas e torná-los mais freqüentes.

4 Crianças podem manifestar esse tipo de problema?
A labirintite pode aparecer em qualquer idade, porém é mais comum a partir dos 60 anos, devido às alterações metabólicas e vasculares. Nesta fase, os índices de colesterol, triglicérides e ácido úrico, por exemplo, costumam ser altos e isso é capaz de diminuir a quantidade de sangue nas áreas do cérebro e do labirinto, provocando os sintomas.

5 Como distinguir entre um simples mal-estar e uma crise labiríntica?
Sentir náuseas e sensação de desmaio de vez em quando pode ser sintoma de hipoglicemia (baixas taxas de açúcar no sangue) ou de hipotensão (queda de pressão) que acontecem, por exemplo, quando alguém fica muito tempo sem comer em dias quentes. Não tem nada a ver com o labirinto. A pessoa só deve desconfiar de labirintite caso perceba qualquer alteração auditiva súbita e apresente vertigens e tonturas freqüentes.

6 Como se faz o tratamento?
Varia conforme a causa e a intensidade dos sintomas. Por isso, logo na primeira crise o paciente deve consultar um otorrinolaringologista. Ele poderá recomendar desde o uso de labirinto-supressores, drogas que agem no sistema nervoso e combatem a tontura, até substâncias capazes de atuar contra as náuseas, os vômitos ou outro tipo de mal-estar geralmente associado. Além da medicação imediata, outras recomendações básicas durante os surtos - que costumam durar alguns minutos, horas ou dias - são o repouso em ambiente tranqüilo e o mínimo de estímulos visuais e luminosos, bem como de movimentos bruscos com a cabeça.

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