1 O que é labirintite?
Trata-se de qualquer problema capaz de afetar o funcionamento das estruturas
que compõem o ouvido interno (labirinto). Ou seja, que comprometa a cóclea
(responsável pela audição), os canais semicirculares e o vestíbulo (que
respondem pela noção de espaço e são fundamentais para a manutenção do
equilíbrio).
2 Quais os sintomas mais
comuns da enfermidade?
Dependendo do grau de comprometimento do ouvido interno, o mal-estar também
costuma vir acompanhado por reações como náuseas, vômitos, palidez, sudorese,
alterações gastrointestinais, zumbido intenso, impressão de ouvido tapado
e até diminuição da audição.
3 E quanto as causas?
Elas podem ser inúmeras. Geralmente, a crise labiríntica ocorre em conseqüência
de defeitos genéticos. Ou por distúrbios no ouvido interno provocados
por tumores, pequenos cálculos (denominados otólitos) ou infecções geradas
por microrganismos. Existem ainda outros motivos: agressões tóxicas, alterações
hormonais ou metabólicas (diabetes e mau funcionamento da tireóide), hipertensão
arterial, exposição constante a ruídos, substâncias químicas (tanto ingeridas
quanto inaladas), alguns medicamentos e problemas de coluna (principalmente
na cervical). O estilo de vida também interfere a favor do surgimento
da crise: stress, cigarro e o consumo de café e álcool podem piorar os
sintomas e torná-los mais freqüentes.
4 Crianças podem manifestar
esse tipo de problema?
A labirintite pode aparecer em qualquer idade, porém é mais comum a partir
dos 60 anos, devido às alterações metabólicas e vasculares. Nesta fase,
os índices de colesterol, triglicérides e ácido úrico, por exemplo, costumam
ser altos e isso é capaz de diminuir a quantidade de sangue nas áreas
do cérebro e do labirinto, provocando os sintomas.
5 Como distinguir entre
um simples mal-estar e uma crise labiríntica?
Sentir náuseas e sensação de desmaio de vez em quando pode ser sintoma
de hipoglicemia (baixas taxas de açúcar no sangue) ou de hipotensão (queda
de pressão) que acontecem, por exemplo, quando alguém fica muito tempo
sem comer em dias quentes. Não tem nada a ver com o labirinto. A pessoa
só deve desconfiar de labirintite caso perceba qualquer alteração auditiva
súbita e apresente vertigens e tonturas freqüentes.
6 Como se faz o tratamento?
Varia conforme a causa e a intensidade dos sintomas. Por isso, logo na
primeira crise o paciente deve consultar um otorrinolaringologista. Ele
poderá recomendar desde o uso de labirinto-supressores, drogas que agem
no sistema nervoso e combatem a tontura, até substâncias capazes de atuar
contra as náuseas, os vômitos ou outro tipo de mal-estar geralmente associado.
Além da medicação imediata, outras recomendações básicas durante os surtos
- que costumam durar alguns minutos, horas ou dias - são o repouso em
ambiente tranqüilo e o mínimo de estímulos visuais e luminosos, bem como
de movimentos bruscos com a cabeça.
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