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  Sabotadores da dieta
Certos alimentos considerados pouco calóricos podem causar o efeito contrário na guerra contra a balança. Veja quais substituições não combinam com um plano de emagrecimento

Por Sílvia Dalpicolo

Quando você decide iniciar uma dieta (o que normalmente acontece numa segunda-feira) pensa em eliminar de vez alguns alimentos de seu cardápio, que na sua ideia são os "vilões" responsáveis por fazer o ponteiro da balança subir. O pão logo é substituído por biscoitos água e sal, o arroz e a massa saem de cena e as saladas cheias de atrativos tornamse pratos constantes em seu cardápio. Mas você já parou para pensar se essas trocas realmente trazem o efeito desejado?

"Normalmente quando uma pessoa começa uma dieta por conta própria, costuma cortar dois nutrientes básicos: carboidratos - presente em pães, doces e massas - e gorduras - especialmente frituras. O ideal para emagrecer de forma saudável é não eliminar nenhum nutriente, já que todos são importantes para o funcionamento correto do organismo", esclarece a nutricionista Alessandra Sarmento, da RG Nutri Consultoria Nutricional.

Os carboidratos, por exemplo, são importantes fontes de energia. Já as gorduras são fundamentais para a produção de hormônios. "Os carboidratos integrais têm outros nutrientes associados como fibras, vitaminas e minerais e são uma opção de troca saudável", sugere Ana Beatriz Baptistella Leme da Fonseca, nutricionista da VP Consultoria Nutricional.

Maus hábitos

Outro costume dos amantes da dieta é substituir uma refeição completa, normalmente o jantar, por verdadeiras bombas da alimentação. "As pessoas acham que excluir uma refeição pode ajudar a perder peso, então a trocam por shakes (pobres em nutrientes) ou sopas instantâneas (ricas em sódio). Claro que é possível perder peso dessa forma, mas somente a curto prazo, sem conseguir eliminar o excesso para sempre", orienta a nutricionista Luciana Coppini, do Ganep Nutrição Humana.

Também é errado se alimentar apostando no tudo ou nada. Isso inclui pessoas que abusam, comendo excessivamente, especialmente alimentos ricos em carboidratos e gorduras; e aquelas que eliminam de vez a comida, na esperança de eliminar os quilinhos a mais rapidamente. "Há quem acredite que o jejum ajuda na perda de peso, porém isso é um mito. O jejum contribui para a resistência à perda de peso, já que o organismo não consegue identificar se a pessoa está sem comer por vontade própria ou se está passando por alguma dificuldade grave. Então, o corpo economiza calorias para se manter vivo", explica Ana

Mas a maior armadilha é a substituição de alimentos considerados "engordativos" por outros, julgados saudáveis e pouco calóricos. Alguns deles até podem ter pouco valor energético, mas, para compensar, possuem ingredientes que trazem problemas à saúde.

Liberados

Para uma dieta bem-sucedida, aposte em alimentos de baixas calorias e com muitos nutrientes. A nutricionista Alessandra Sarmento lista os que podem entrar no cardápio, sem medo da balança.

Rúcula, agrião, cenoura são ricos em carotenoides, substâncias que previnem doenças e melhoram o sistema imunológico. Devem entrar nas principais refeições, em forma de saladas, crus ou refogados ou incorporados a outros pratos. Consumir de quatro a cinco porções por dia. Calorias (100 g): rúcula, 25 kcal; agrião, 17 kcal; cenoura, 34 kcal.

Morangos, uvas e sucos de uvas são ricos em antocianinas, substâncias que previnem o envelhecimento. Tomate, melancia, goiaba e pimentão vermelho são ricos em licopeno, que previne o câncer de próstata.

Devem entrar na alimentação em grande variedade e são boas opções como complementos de lanches, sobremesas e sucos.

Consumir três a cinco unidades por dia. Calorias (100 g): morango, 30 kcal; uva, 53 kcal; suco de uva, 58 kcal; tomate, 21 kcal; melancia, 33 kcal; goiaba, 54 kcal; pimentão vermelho, 23 kcal.

Soja em grãos é rica em isoflavonas, substância que previne a osteoporose, a obesidade e ameniza os sintomas da menopausa. Consuma duas colheres (sopa) por dia. Calorias (100 g): soja, 363 kcal.

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