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POR SÍLVIA DALPICOLO
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NOVO FÁRMACO REDUZ NÚMERO DE INFARTOS
Estudo divulgado no Congresso Europeu de Cardiologia, realizado em Munique, na Alemanha, traz duas boas novas sobre problemas cardíacos. A primeira é que uma substância inédita - a ivabradina - pode reduzir em 36% a ocorrência de infartos e em 30% a necessidade da realização de angioplastias e cirurgias do coração. Isso porque a substância age diretamente no marcapasso natural do órgão. "A pesquisa constitui um passo adiante no tratamento dos pacientes com freqüência cardíaca acima de 70 bpm, porque pela primeira vez foi demonstrado que a redução isolada desse índice diminui os eventos coronarianos", revela Luiz Antônio Machado César, diretor da Unidade de Coronariopatias Crônicas do Incor. A segunda é que a simples medição da freqüência cardíaca é uma das formas de prevenção de doenças cardíacas. Segundo César revela à VivaSaúde, o exame da freqüência "é indicado a partir dos 40 anos e, de preferência,devem ser feitos de duas a três vezes ao ano, dependendo do histórico de saúde da pessoa".
MENOS DE 5% SOBREVIVEM A PARADAS CARDIORRESPIRATÓRIAS
Estudo realizado para descobrir a quantidade de mortes relacionadas às paradas cardiorrespiratórias nos EUA e Canadá aponta que apenas 4,6% sobrevivem ao quadro. Outro dado preocupante é que, em apenas metade dos casos, o indivíduo é atendido rapidamente. Só esse ato aumenta em 8,4% as chances de sobrevivência. Foram analisadas 20 mil pessoas nos dois países e os pesquisadores constataram que, se os índices de sobrevida aumentassem, 15 mil vidas poderiam ser salvas anualmente. Para isso, os responsáveis pelos testes, da Universidade do Arizona, sugerem que as equipes de emergência sejam mais treinadas. |
| Gordura marrom pode combater obesidade |
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Para os que estão fazendo dieta, gordura boa é zero. Mas pesquisadores afi rmam, em trabalho publicado na Nature, que uma classe especial de células de gorduras que queimam calorias é a nova arma para acelerar o metabolismo e combater a obesidade. O grande inimigo dos que querem perder peso são as gorduras brancas, cuja função é acumular energia no corpo. Já outro tipo, a marrom, gera calor e é responsável pela queima calórica: cerca de 50 g dessa gordura pode eliminar até 20% das calorias ingeridas diariamente, diz Ronald Kahn, do Centro de Diabetes Joslin, da Escola de Medicina de Harvard.
A descoberta parece ser uma solução simples para o problema da obesidade, que cresce cada vez mais. É preciso encontrar uma maneira de gerar gordura marrom extra e deixar o corpo queimar energia armazenada em excesso na branca. |
Brasil ganha estudo sobre doenças crônicas
O Brasil está realizando o maior estudo sobre doenças crônicas da América Latina. Trata-se do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa) que investiga fatores de risco de doenças crônicas não-transmissíveis - como as do coração, diabetes e obesidade -, aspectos epidemiológicos, clínicos e moleculares em pessoas de 35 a 74 anos. Há seis Centros de Investigação do Elsa espalhados por seis Estados brasileiros - Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo - que receberão os participantes para entrevistas, exames clínicos e conferência de medidas. A previsão é de que o estudo, com investimento de R$ 22 milhões, tenha duração de dez anos.
| NÃO DEIXE DE LER |
| OUVIR COM OS OLHOS Segundo a OMS, 278 milhões de pessoas no mundo têm perdas moderada ou profunda de audição. Só no Brasil, esse número chega a 166.400, de acordo com o censo 2000 feito pelo IBGE. Para promover a inclusão social, a Livros Escala lança a coleção Libras, Linguagem Brasileira dos Sinais. São 5 títulos que traduzem a imagem e o pensamento dos defi cientes auditivos por meio da experiência das autoras Catarina Kojima e Sueli Segala. Ilustrada, simples e didática, a coleção está à venda nas bancas de jornal de todo o país. |
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COLESTEROL AINDA É ENIGMA PARA A POPULAÇÃO
Mesmo com informações sobre esse grande vilão da saúde, os brasileiros ainda têm muitas dúvidas sobre o que é colesterol e seus efeitos. Em pesquisa encomendada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, identifi cou-se que:
85% não consideram o colesterol fator de risco para doenças cardíacas;
88% não sabem identifi car alterações nas taxas de LDL (o colesterol ruim);
89% desconhecem a existência do HDL (o colesterol bom) e suas taxas ideais;
14% não fazem o exame de avaliação das taxas há mais de dois anos. |
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