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  Atchim! Livre-se da alergia
Buscar ajuda especializada é um dos primeiros passos para garantir a preservação da qualidade de vida do paciente alérgico. Depois disso, basta seguir à risca as orientações médicas para evitar novas crises

POR SUCENA SHKRADA RESK

Atualmente existem cerca de 300 milhões de asmáticos no mundo. Segundo o Ministério da Saúde (MS), só no Brasil, são registrados 367 mil casos de internações e 2,5 mil óbitos ao ano. As crises, geralmente, são decorrentes de alterações climáticas e, em 80% dos casos, estão relacionadas a rinites (inflamação da mucosa do nariz). Os vilões nessa história são ácaros, fumaça de cigarro, poluição em geral, poeira, pêlos de animais, cheiros fortes e, inclusive, adoção incorreta de medicamentos. "Mas é importante destacar que 70% dos casos são controláveis com tratamento, e os pacientes recuperam a qualidade de vida", afirma o pneumologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Clystenes Soares Silva.

COMO AJUDAR A CRIANÇA ALÉRGICA
Fique em alerta: se a criança aparentemente fi ca resfriada com freqüência, consulte um médico, para verifi car se não se trata de sintoma de alergia.
Ao se constatar a alergia, siga as prescrições médicas e evite medicá-la por conta própria.
No caso de asma, é importante saber o fator desencadeador, por meio do histórico e de testes alergênicos aplicados por especialistas e pela triagem com exame sanguíneo específi co.
Em geral, no caso de crianças pequenas, é mais fácil a aplicação do inalador, mas o recomendável ao crescer é a utilização do spray, por ser portátil e mais fácil de manipular.
Atenção: caso a medicação não faça efeito, em meia hora em média, recorra a um pronto-atendimento.

Por se tratar de doenças crônicas, o número tão signifi- cativo de internações, segundo o especialista, se deve principalmente à demora em procurar o atendimento médico adequado para obter o diagnóstico e, conseqüentemente, seguir o tratamento correto. A alergista Maria de Fátima Fernandes, diretora-tesoureira da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), explica que, em muitos casos, as alergias respiratórias são confundidas com resfriados. "Muitas pessoas ficam por anos sofrendo o problema, sem saber que são alérgicas", diz.

A preservação da qualidade de vida do paciente depende estritamente de uma orientação médica individualizada, segundo o chefe da disciplina de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Roberto Stirbulov. "Chamamos esse procedimento de automanejo", explica. Segundo o especialista, com esse atendimento personalizado, os pacientes recebem explicações a respeito dos medicamentos a tomar, da quantidade recomendada, de hábitos a se evitar e quando é o momento de se recorrer a um pronto-atendimento. "Infelizmente, no Brasil ainda há um grande problema de automedicação, que pode causar efeitos colaterais, e, em casos mais graves, até resultar em óbito. Se a pessoa não tomar medicamento da forma adequada, a inflamação pode progredir e as vias aéreas sofrer um estreitamento, que comprometerá sua saúde", alerta

O QUE O ALÉRGICO PRECISA SABER

. Nunca se automedique, consulte um especialista para o tratamento e o plano de ação individualizado para os momentos de crise.
. Ao apresentar a crise, se não estiver sob acompanhamento médico constante, vá diretamente ao pronto-atendimento.
. Evite agentes ambientais agressores mais comuns: contato com poeira domiciliar (ácaros), fumaça do cigarro, além de outros fatores a que tenha alergia comprovada.
. Evite utilizar produtos de limpeza com odor forte, que sabidamente podem irritar as vias aéreas e desencadear crises de asma.
. Opte pelo pano úmido em vez da vassoura.
. Lave suas roupas de inverno e cobertores que ficaram guardados antes de colocá-los em uso.
.

Os testes alergênicos só podem ser determinados por especialistas e são contra-indicados, só se você tiver antecedente de reações alérgicas intensas às substâncias a serem testadas.
. O tratamento da asma é preferencialmente realizado por via inalatória, com dispositivos de dose-medida (bombinhas) ou aparelhos de nebulização em jato, que devem ser lavados e esterilizados antes e depois do uso.

FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA (SBPT), PNEUMOLOGISTA ROBERTO STIRBULOV (SANTA CASA DE SÃO PAULO) E ALERGISTA MARIA DE FÁTIMA FERNANDES (ASBAI).

BETABLOQUEADORES ENCONTRADOS EM ALGUNS REMÉDIOS USADOS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL E DE ARRITMIAS CARDÍACAS PODEM LEVAR A CRISES ASMÁTICAS

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