Além de respeitar os horários, é preciso valorizar a alimentação como um ato em si. Já ouviu dizerem que hora de comer é sagrada? Pois isso é pura verdade para quem quer ter mais saúde. O processo de se alimentar envolve um conjunto de ações que precisam ser bem realizadas, como a mastigação e a deglutição. “Caso a pessoa esteja distraída, come correndo e não sente o sabor dos alimentos, além de comer demais, enchendo a barriga sem se sentir satisfeita”, afirma Silvia. Qualquer outra atividade que tire a concentração, tais como assistir à TV, ler jornal, usar telefone devem ser deixadas para depois enquanto se come. “Existem estudos relatando que as pessoas que comem assistindo à TV têm maior chance de engordar, pois, além de comerem distraidamente e em quantidades maiores do que o necessário, o metabolismo se modifica durante o aproveitamento dos alimentos”, complementa a nutricionista.
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2 Enriqueça sua alimentação com cores variadas
Pense na alimentação não somente como fonte calórica, mas também como fonte de nutrientes. Proteínas, vitaminas, lipídios, minerais, são fundamentais para o equilíbrio metabólico e nutrição celular. Mesmo sem saber exatamente a dose de cada nutriente presente na alimentação, comer buscando obter um leque bem colorido é um bom caminho, já que é a predominância de certas vitaminas e minerais que condiciona suas cores. E tenha bastante atenção para perceber se há alguma cor que está faltando na palheta do seu prato, afinal, na tela da sua saúde quanto maior for a variedade de tintas, mais vigorosa e bela fica a pintura. A nutricionista Silvia Berto alerta para a carência de algumas cores na alimentação das pessoas, de um modo geral. “Acredito que o verde-escuro e o amareloalaranjado são as cores que mais faltam”, diz.
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3 Pratique exercícios físicos
A lista de benefícios dos exercícios físicos para a saúde é enorme. De acordo com o cardiologista Silvio Reggi, tal prática atua sobre a pressão arterial, dilatando os vasos sanguíneos; promove adaptações do coração, aumentando sua capacidade de ejeção de sangue e, portanto, diminuindo sua freqüência de batimentos durante o repouso; reduz a necessidade de oxigenação do miocárdio — por precisar contrair menos vezes; estimula a formação de novos microvasos, até mesmo no coração; e aumenta a capacidade pulmonar, oxigenando melhor todo o corpo. O professor Douglas Andrade, coordenador de ensino do Centro de estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs) e assessor científico do Programa Agita São Paulo, continua a lista de benefícios, citando, além da redução de riscos ligados aos problemas cardiovasculares, a redução da glicemia — importante ao tratar de diabetes —, a redução de alguns tipos de câncer, a melhora do sono, o aumento da disposição física e da percepção de bemestar, a manutenção do peso e a melhora na satisfação com a vida. Andrade sugere pelo menos 30 minutos de atividade física leve ou moderada diariamente. E, para crianças e adolescentes, pelo menos 60 minutos diários. “Atividades, como a caminhada, mesmo que seja em pequenas distâncias, são recomendadas”, sugere. Assim, procurar se locomover mais a pé e subir e descer lances de escada já seria um avanço.
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