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  Remédios de marca X genéricos
O preço vantajoso, em relação ao remédio de referência comercial, tem tornado o genérico popular nas farmácias de todo o país. Mas qual desses medicamentos é a melhor opção para você?

POR SUCENA SHKRADA RESK

Hoje, em qualquer farmácia ou drogaria, a maioria das pessoas já está familiarizada com a letra G em azul sobre uma tarja amarela, com a seguinte inscrição "Medicamento Genérico - Lei n.º 9.787, de 1999", presente na embalagem que identifi- ca o produto nas prateleiras. Mas, por muito tempo, pairou a dúvida de consumidores sobre a eficácia do remédio, já que ele não estampa nomes de marcas tradicionais, mas somente o princípio ativo ou fármaco (sal) que o compõe, muitas vezes com nomes complexos e difíceis de pronunciar.

De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), o genérico tem o mesmo princípio ativo, é administrado pela mesma via e mantém a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país. "E, justamente por isso, pode substituir o outro de forma segura", diz a gerente de Medicamentos Genéricos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fernanda Simioni.

Conheça os lançamentos

A maior parte dos genéricos presente no mercado é utilizada no tratamento de infecções e inflamações. Mas também há registro para disfunções metabólicas, respiratórias e digestivas. "A novidade, em 2007, foi o lançamento de contraceptivos orais genéricos, de imunossupressores e antineoplásicos (indicados para o tratamento de câncer)", diz Fernanda Simioni. Ela explica que só não pode haver genérico de medicamentos fitoterápicos, que tenham composição biológica (como vacinas) ou vitaminas.

De acordo com a Anvisa, a adoção dos genéricos existe há mais de duas décadas principalmente nos EUA e em países da Europa. Em especial, nos EUA, já ultrapassa 70% do receituário médico. "Na América do Sul, o Brasil é o único que exige os testes de bioequivalência", cita o diretor-executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Walter Figueira.

Testes de segurança

Para que seja aprovado e disponibilizado para comercialização, é preciso que o medicamento passe pelos chamados testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade/bioequivalência, realizados em centros credenciados pela Anvisa, que deverão obter a aprovação final da autarquia.

Os testes de biodisponibilidade (relação à quantidade absorvida e a velocidade desse processo de absorção) e bioequivalência são realizados in vivo (com seres humanos) e servem para assegurar que o medicamento genérico é o equivalente terapêutico ao de referência, ou seja, que apresenta a mesma eficácia clínica e a mesma segurança. "Geralmente o levantamento é feito com 24 pessoas, que tomam o medicamento. Daí, são analisados exames de sangue e de urina, entre outros dados, e demora-se de quatro a seis meses para se obterem os resultados", diz Fernanda Simioni.

Já os testes de equivalência farmacêutica são in vitro (sem envolver seres humanos) e realizados em laboratório. Nesse caso, o objetivo também é verificar a viabilidade do medicamento genérico em relação ao de referência.

REMÉDIOS GENÉRICOS SÃO MAIS BARATOS PORQUE NÃO EXIGEM GASTOS COM PESQUISAS E PROPAGANDA, COMO ACONTECE COM OS MEDICAMENTOS DE MARCA

É POSSÍVEL EXIGIR O GENÉRICO NA RECEITA MÉDICA?

A legislação obriga que os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) coloquem o nome do princípio ativo do medicamento (genérico) nas prescrições médicas. Entretanto, a exigência não se estende às redes particulares. Isso faz com que muitas receitas, caso não haja algum questionamento do paciente ou decisão do médico, sejam prescritas com o nome da marca comercial.

"O médico pode restringir a substituição do medicamento de referência pelo genérico. Mas essa orientação deverá ser escrita de próprio punho, de forma clara e legível", explica Fernanda Simioni, da Anvisa. E, no caso de haver prescrição de ambos, a substituição só poderá ser realizada pelo farmacêutico e deverá ser registrada na receita médica. Walter Figueira, do MS, explica que o único caso em que não há necessidade de prescrição é quando os medicamentos não são de tarja vermelha ou preta.


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