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Edição 6 - Outubro/2004
 
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  Diagnóstico e tratamento com apenas um toque
O Toque Terapêutico, técnica ainda pouco conhecida mas aplicada em 80 países, usa a imposição das mãos para sentir o campo energético dos pacientes e interferir no progresso das doenças

POR ISABEL TARANTO
FOTOS FERNANDO GARDINALI

A enfermeira Ana Cristina de Sá posiciona a palma das mãos a poucos centímetros do corpo para perceber onde estão os problemas.
Com as mãos distantes de quatro a seis centímetros do corpo do paciente, o terapeuta faz uma avaliação do campo energético e, em seguida, diagnostica as alterações encontradas. Depois, harmoniza o estado do doente. Tudo entre 20 e 40 minutos, tempo que costuma durar uma sessão de Toque Terapêutico (TT), uma terapia complementar utilizada por enfermeiros e outros profissionais de saúde para promover relaxamento, reduzir a ansiedade e controlar a dor.

Descrito pela primeira vez em 1972, nos Estados Unidos, pela enfermeira Dolores Krieger, o também denominado Método Krieger-Kunz deriva da antiga arte de imposição das mãos, ferramenta de cura que, para a criadora da técnica, é um potencial humano natural. "Todos temos um campo invisível e uniforme ao nosso redor que se altera quando não estamos bem física ou emocionalmente. Nessas circunstâncias, só de aproximar a palma, o terapeuta é capaz de perceber em determinados pontos alterações como um buraco, um choque, frio ou calor excessivo", explica Ana Cristina de Sá (SP), mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) e docente do Centro Universitário São Camilo.

Primeira experiência
O método está implantado em mais de 80 países, mas ainda é pouco conhecido porque nasceu dentro de uma universidade e costuma ser aplicado principalmente em hospitais universitários. Por aqui, ele se difundiu pelas mãos de Ana Cristina. "Há 22 anos, estava saindo do trabalho quando ouvi gritos. Suspeitei que eram de um paciente conhecido e fui até seu quarto. De fato, ele sentia dores fortíssimas. Tinha lido uma reportagem sobre Dolores Krieger e o Toque Terapêutico e, então, resolvi fazer algo semelhante, desejando fortemente que o doente se sentisse melhor. Logo depois ele dormiu", descreve a enfermeira.

Para conhecer a mestra pessoalmente, a terapeuta foi para os Estados Unidos. De volta ao Brasil, baseou seu doutorado no TT, defendendo na USP a tese Aplicação do Toque Terapêutico em Mulheres Portadoras de Câncer de Mama sob Tratamento Quimioterápico. "Constatei que as 30 pacientes submetidas à terapia não apresentaram vômitos nem mucosites (lesões semelhantes a dolorosas aftas) em decorrência da quimioterapia. As que estavam deprimidas também tiveram uma melhora emocional importante em apenas três sessões", orgulha-se. Esses resultados, segundo Ana Cristina, mostram que, ao harmonizar as energias e retirar bloqueios, há uma melhora nos mecanismos enzimáticos das células, assim como nos processos de defesa e cicatrização. O paciente também relaxaria graças à liberação de endorfinas promovida e passaria a enfrentar a doença de maneira mais otimista.

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