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  Haja músculos para enfrentar o dia-a-dia
Prevenir dores e lesões musculares não é tão difícil assim, basta estar em dia com a atividade física. Conheça os tipos de alongamento e exercícios que ajudam você a relaxar, ajustar a postura e fortalecer a massa muscular, deixando-a mais saudável

POR AGUINALDO PETTINATI

Tropeçou, caiu, machucou? Mesmo em tarefas corriqueiras do dia-a-dia as lesões musculares podem surgir. Seja ao subir escadas, empurrar ou trocar móveis de lugar, abaixar para pegar algo pesado, dormir em uma posição errada ou até passar horas digitando no teclado do computador. Até nessas situações, quem pratica atividade física leva vantagem. "Estudos de casos demonstram que o músculo e o tecido conjuntivo (tendões e ligamentos) adaptam-se ao treinamento, ganham massa e maior resistência a lesões", explica Adriano Almeida, ortopedista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Apesar de os 'destreinados' estarem mais sujeitos às mazelas musculares, outros mecanismos de lesão podem acometer esportistas de fim de semana e até atletas bem treinados, principalmente as lesões por overuse - sobrecarga ou excesso de treinamento, que leva à fadiga muscular predispondo a lesões.

Lesões do dia-a-dia
As causas das lesões musculares, de tendões, ligamentos, cartilagem e nervos podem ser diretas (provocadas por algum impacto) ou indiretas (devido à súbita sobrecarga excessiva ou ao uso contínuo dessas áreas). "As lesões estão freqüentemente relacionadas à atividade física e causam de 10% a 30% de todas as injúrias em atletas", diz Rodrigo Kimura, professor de educação física da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quando ocorrem por estiramento, afetam os músculos mais superficiais. Em caso de compressão, resultam do impacto direto e atingem primeiro a musculatura mais profunda, em estado de relaxamento.

Postura no computador
As lesões musculares não ocorrem apenas em pessoas que vivem fazendo força. Lesões no ombro, por exemplo, dividem-se em dois grupos principais: digitadores e não-digitadores. "Quem usa muito o computador para digitar corre o risco de sofrer inflamações nos tendões e dores musculares iniciadas na região cervical, com irradiação por todo o membro superior, associadas ao formigamento das mãos e à diminuição de força", explica o fisioterapeuta David Homsi, especialista em fisioterapia esportiva e em reeducação postural global (RPG). Os não-digitadores, geralmente, são pessoas sedentárias ou que fazem exercícios voltados apenas para as regiões inferiores do corpo. As lesões, neste caso, surgem por impacto e atrofia da musculatura do manguito rotador (musculatura do ombro). "Também não podemos esquecer as dores no joelho, por sobrecarga ou por agachamento incorreto", aponta o médico Nemi Sabeh Junior, da clínica de Medicina Esportiva Dr. Osmar de Oliveira. Por isso, muito cuidado quando for pegar algo pesado no chão ou ficar horas trabalhando em pé ou sentado.

QUEM SOFRE
Donas de casa ou indivíduos quando pegam algum objeto pesado.
Quem trabalha com o membro superior elevado por várias horas seguidas, como os professores.
Pessoas obesas ou com flacidez abdominal, sujeitas a lesões lombares, nas partes inferiores das costas. Esse problema, em geral, não está relacionado à lesão muscular anatômica, propriamente dita, e sim ao mal-alongamento muscular posterior dos membros inferiores.

Músculos bem treinados
A probabilidade de lesões diminui com a prática regular e correta de exercícios para fortalecer a musculatura - claro, sob a orientação de um especialista. "Um músculo treinado pode prevenir lesões ligamentares, porque o tecido muscular consegue dissipar a energia gerada pelo estresse e amortizá-la", diz Rodrigo Kimura, da Unifesp. No entanto, fatores como grau de estresse grande, instabilidade estrutural, erros no treino e fadiga favorecem o surgimento das lesões, por mais forte e preparado que esteja o músculo.

Perda de massa muscular
A idade é outro fator que colabora para o quadro de lesões. Com os anos, ocorre a perda progressiva de massa muscular. Entre os 25 e os 50 anos de idade, essa perda é mais lenta (em torno de 10%) e, após os 50 anos, torna-se mais rápida, chegando a até 50% aos 80 anos de idade. Isto não significa que o músculo não responda ao treinamento e aos movimentos cotidianos, mas o faz de forma menos intensa nos idosos do que nos jovens.

Perda de massa muscular
A idade é outro fator que colabora para o quadro de lesões. Com os anos, ocorre a perda progressiva de massa muscular. Entre os 25 e os 50 anos de idade, essa perda é mais lenta (em torno de 10%) e, após os 50 anos, torna-se mais rápida, chegando a até 50% aos 80 anos de idade. Isto não significa que o músculo não responda ao treinamento e aos movimentos cotidianos, mas o faz de forma menos intensa nos idosos do que nos jovens.


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