Criança amamentada no peito pode ter QI (Quociente Intelectual) mais alto do que a média. Este é o resultado de um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), nos Estados Unidos, e que envolveu 3 mil bebês amamentados na Grã-Bretanha e na Nova Zelândia. Com um QI de 6,8 pontos mais alto que as demais, essas crianças carregam uma versão particular de um gene chamado FADS2. Estudando a variante C do gene FADS2, pesquisadores descobriram que este gene é quem comanda a produção de uma enzima que ajuda a converter os ácidos gordos Ômega 3 — que se encontram em alimentos como salmão e nozes e também no leite materno — em nutrientes importantes para o desenvolvimento do cérebro. Estes ácidos gordos acumulam-se no cérebro durante os primeiros meses de vida do bebê. Terrie Moffitt, professor de psiquiatria e das ciências do cérebro no King’s College, de Londres, e coautor do estudo, ressalta que apenas a amamentação não é suficiente para aumentar o QI, pois isso depende também de fatores ambientais (família, meio social) e genéticos. E que a diferença apontada no estudo independe do meio sócioeconômico da criança, do QI da mãe, do peso do bebê no nascimento ou da idade da mãe durante a gestação.
MAMAR NO PEITO REDUZ COLESTEROL
Estudo envolvendo 393 mães e 962 filhos, da American Heart Association, constatou que bebês que mamam no seio têm menos riscos a doenças cardíacas do que os que mamam na mamadeira. Nisha Parikh, autor da pesquisa e cardiologista do Beth Israel Deaconess Medical Center, de Boston, diz que as chances de uma criança apresentar na vida adulta um alto nível de HDL (colesterol bom), que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, são 55% maiores do que as que usam mamadeira.
NOVA TÉCNICA COMBATE DORES MUSCULARES
Um novo método de educação corporal promete acabar com as dores
provocadas por hérnia de disco, lombalgia, escoliose, artrose e má postura física, entre outras, problemas que atingem pelo menos 80% da população. Diferentemente do isotreching (alinhamento postural), que cuida do corpo de forma global, o RDM (Reeducação da Dinâmica Muscular) trabalha todos os movimentos do corpo. O objetivo é fortalecer e alongar as musculaturas assimétricas do corpo como, por exemplo, quadril desnivelado, ombro mais elevado que o outro, trabalhando assim a estética e a auto-estima. Criado pelo fisioterapeuta Francisco Miguel Pinto, diretor da Escola de Postura Brasil, o RDM utiliza palmilhas corretivas e calços especiais para um melhor funcionamento osteomusculararticular, respeitando as articulações do corpo. Emprega ainda posturas básicas do RPG e do Pilates na correção de desvios da coluna vertebral e postura durante as atividades.
Anticoncepcionais orais podem aumentar riscos de infarto e derrame
Estudo realizado por pesquisadores belgas sugere que mulheres que usam pílulas anticoncepcionais orais são mais propensas a formar placas e a concentrar tecido adiposo nas artérias (arteriosclerose), doença que provoca infarto e derrame cerebral. A cada dez anos de uso, as chances de contrair a doença aumentam em pelo menos 20% a 30%. Por meio de ultra-
som, a pesquisa avaliou as artérias de 1.300 mulheres belgas com idade entre 35 e 55 anos. Cerca de 81% delas usaram anticoncepcionais orais em algum momento de sua vida. O tempo médio de uso da pílula foi de 13 anos. Os pesquisadores detectaram uma surpreendente incidência de arteriosclerose entre as mulheres saudáveis que haviam tomado a pílula. Ernst Rietzschel, cardiologista da Universidade de Ghent, na Bélgica, diz que a descoberta pode significar o aumento das doenças do coração entre as mulheres com 60 anos — a primeira geração a usar este método de controle de natalidade, em larga escala, nos anos 60. Mulheres que não fumam, que são fisicamente ativas e que mantêm o peso e o nível de lipídios saudáveis correm risco menor dessas placas se desprenderem.
LEMBRANÇAS FALSAS
As áreas do cérebro que processam a memória podem determinar o porquê de alguém ter certeza sobre um fato passado — as chamadas memórias falsas — que nunca aconteceu, segundo estudo do neurocientista Robert Cabeza, do Centro Médico da Universidade Duke (EUA). Para entender este processo, os pesquisadores examinaram o cérebro de voluntários saudáveis enquanto faziam exercícios de memória. Descobriram que
voluntários, com lembranças precisas de um evento, apresentaram atividade crescente no lóbulo temporal, na base do cérebro, que se concentra em atos sobre um fato passado. Já os voluntários, que tinham certeza sobre recordações falsas, mostraram atividade intensa na rede frontal parietal impressionista (impressionistic front parietal network, FPN), também na base do cérebro, que tende a processar o sentido geral de um evento, sem detalhes. O estudo mostrou que, ao contrário da memória do computador, a memória humana não é totalmente correta o tempo todo e que, ao envelhecer, o cérebro perde a habilidade de recordar fatos rapidamente, mas não impressões gerais. Segundo o neurocientista, o que perdura não são os detalhes específicos, mas sim impressões mais globais ou gerais. Pacientes com Alzheimer, por exemplo, tendem a perder os dois tipos de memória. A descoberta poderá ajudar os médicos a avaliar melhor as mudanças na memória que acompanham o envelhecimento, e possivelmente levar a novas informações sobre o mal de Alzheimer.
HELLEVA CHEGA 40% MAIS BARATO
Até o fim deste mês chega ao mercado o Helleva, o primeiro medicamento nacional para tratar a disfunção erétil. Desenvolvido pelo Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos, o remédio deve custar até 40% menos que o concorrente. A ação do Helleva acontece em 40 minutos após a ingestão do comprimido, que é na cor branca, e seu efeito pode durar até seis horas. O remédio pode ser ingerido com alimento e bebida alcoólica e seus efeitos colaterais, como cefaléia, são semelhantes aos dos concorrentes. O produto só aguarda a definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para chegar às farmácias. O mercado mundial de remédios contra impotência movimentou US$ 3 bilhões em 2006.
Câncer de mama: mais sobrevida
Estudo realizado pelo Hospital do Câncer AC Camargo (SP), com pacientes atendidos nos últimos 50 anos, revela a importância do diagnóstico precoce. Num levantamento de cinco anos para cá, o hospital constatou que 76% dos casos de câncer foram detectados logo no início da doença. E que, graças ao aumento no número de exames e novos equipamentos, praticamente, quatro em cada cinco pacientes ultrapassam a barreira dos cinco anos de sobrevida. Até o começo da década de 1990, 80% dos tumores eram detectados em estágio avançado. Por isso, apenas um em cada três pacientes continuava vivo cinco anos após o diagnóstico.
NEXAVAR PODE COMBATER CÂNCER DE FÍGADO
Um estudo clínico com o Nexavar (tosilato de sorafenibe) comprovou a eficácia da droga no tratamento do câncer de fígado (carcinoma hepatocelular). A novidade é mais uma esperança para os pacientes que sofrem desta doença, já que este tipo de câncer tem baixa tolerância aos medicamentos convencionais e na maioria das vezes a cirurgia não é possível. Produzido pela Bayer Schering Pharma,
divisão da Bayer HealthCare, o medicamento acaba de ser aprovado pela Comissão Européia de Medicamentos como a primeira e única terapia-alvo para a doença. A pesquisa envolveu 602 pacientes, de mais de 20 países, incluindo o Brasil, com a doença já em estágio avançado. Eles foram divididos em dois grupos, um tratado com a droga, o outro com placebo. O trabalho concluiu que:
1 - O grupo que recebeu a droga registrou um aumento de sobrevida global em 44%, quase três meses mais do que aqueles que não receberam a substância (média de 10,7 meses x 7,9 meses do grupo placebo).
2 - A evolução da doença foi mais lenta nos pacientes com o medicamento.
3 - Nos pacientes tratados com placebo, o tempo de progressão da doença foi de 2,8 meses; nos pacientes que usaram a droga, a média foi de 5,5 meses, 73% do tempo livre de progressão da doença.
Doença Arterial Periférica é risco para infarto ou AVC
O alerta foi dado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia preocupados com o crescimento de casos da DAP. Causada pelo estreitamento das artérias periféricas das pernas, braços ou das artérias que irrigam os órgãos internos do abdômen, ela só se manifesta quando a obstrução já está comprometendo o fl uxo de sangue. Entre os fatores de risco estão o tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto. O diagnóstico é feito por meio do índice tornozelo-braço, obtido pela relação entre a pressão arterial nos braços e no tornozelo. O estudo foi apresentado no Congresso da Associação Americana do Coração, em Orlando, e envolveu mais de cinco mil cadastrados na Pesquisa Nacional de Nutrição e Saúde, atualizada a cada dois anos.
INSULINA GRÁTIS:
O hormônio, que é essencial para manter estável o nível de açúcar no sangue começa a ser distribuído gratuitamente para pacientes do SUS. Cerca de 500 mil brasileiros sofrem de diabetes tipo 1, doença
caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina pelo próprio corpo. O governo brasileiro assinou um convênio com um laboratório estatal da Ucrânia, que prevê o repasse de tecnologia para a produção nacional da insulina recombinante, que usa a ‘receita’ genética da insulina humana. Os primeiros lotes virão da Ucrânia. A partir de 2010, a produção será feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).