Como os seres humanos, os pets também podem desidratar e sofrer de insolação. Por isso, redobre os cuidados com eles na época mais quente do ano. É que, como não possuem glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo, eles não transpiram como o ser humano. A troca de calor se dá pelas almofadinhas da pata (os coxins) e pela língua. Portanto, os
de pêlos longos, como o Collie, ou típicos de regiões frias, a exemplo do Husky Siberiano, são os que mais sofrem com as altas temperaturas.
Eduardo Fava Schmidt, do Hospital Veterinário Rebouças (SP), é tosá-los, deixando o pêlo bem baixo. “Embora seja considerada uma atitude polêmica, tosar o cão o deixa mais confortável”, diz. Ele também alerta que raças, como Boxer, Puig e Buldog, que têm dificuldades para respirar por uma questão de anatomia, merecem cuidado especial.
Outro cuidado é evitar passearcarro. Nesse ambiente, debaixo do sol, a temperatura se eleva rapidamente e com o pet em horários de sol forte e nunca deixá-lo trancado no pode causar a morte do animal.
“O proprietário também deve ficar atento às pulgas, que têm um ciclo de desenvolvimento mais acelerado no verão”, fala Schmidt. De resto, sombra, água fresca e ração de qualidade para eles aproveitarem o melhor da estação mais quente do ano.
SOS: RESGATE ANIMAL
Já está disponível, em São Paulo, o primeiro sistema de resgate particular de animais. O serviço, comandado pelos veterinários Oscar Sils e Daniel Labonia,
dispõe de todos os equipamentos usados em uma unidade de tratamento intensivo móvel: desfibrilador e cilindro de oxigênio, entre outros. O resgate funciona 24 horas por dia, em todo o estado de São Paulo, sobretudo em casos de emergência. Até ser deslocado a uma clínica, o animal recebe o atendimento necessário. Os veterinários também fazem remoção e atuam em casos de brigas, atropelamentos e acidentes em estradas. Atendem tanto clínicas como proprietários de animais, por valores de 300 a 1000 reais. Uma vez por mês, eles fazem uma remoção gratuita de animais em risco nas ruas, para uma ONG paulistana. Informações: www.resgatevet.com.br ou emergência (11) 8133-3231.
Comedor high-tech
Deixar a ração do seu pet exposta o dia todo não é uma boa alternativa, sobretudo se você trabalha e quer deixá-lo com água e
comida à vontade. Uma boa opção é o Auto Dish, um recipiente que guarda a ração. A tampa só se abre quando um sensor detecta que o animal (cão ou gato) está a 30 cm da vasilha. Ao se afastar, o pratinho se fecha e, assim, o alimento fica livre de insetos. O apetrecho não é indicado para raças que babem muito (boxer, rottweilers, mastiff e bulldogs, entre outros), porque a ração molhada está mais sujeita à proliferação de fungos, que prejudicam a saúde dos mascotes. O Auto Dish, que não deve ficar em áreas descobertas, funciona com quatro pilhas e custa 128 reais (para cães) e 106 reais (para gatos), na Utilplast (www.utilplast.com.br).
SEM ARRANHÕES, GATINHO
Quem adora gatos, mas tem receio do estrago que a unha deles pode fazer, agora pode ficar sossegado. Está disponível no Brasil o Soft Claws, um produto à base de silicone, que recobre as garrinhas dos bichanos — e de cães também. O produto, que deve ser aplicado em clínicas veterinárias ou por tosadores, é ideal para animais que vivem em espaços pequenos e gostam de ‘afiar’ as unhas em móveis, sofás e, brincando, até na pele dos donos. As cápsulas que envolvem as unhas não são tóxicas e duram 60 dias (cães) e 35 (em gatos). R$ 50 reais, na Pet Society.