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Edição 55 - Novembro/2007
 
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7 coisas sobre...
  ...Rubéola inocente, mas nem tanto!
Apesar de ser considerada uma doença benigna, o maior alerta é para as gestantes que, uma vez infectadas, podem até perder seus bebês

1. A PATOLOGIA EM NÚMEROS o Brasil enfrenta um surto de Rubéola em adultos desde o ano passado, com maior concentração no rio de janeiro e rio grande do sul. segundo o Ministério da Saúde (MS), até a segunda quinzena de setembro foram notificados 3.417 casos no país

2. ALTO RISCO Apesar de ser benigna, a rubéola se torna perigosa quando transmitida a gestantes. “Neste caso, em que é chamada de síndrome da rubéola congênita, há um risco de quatro em mil de o feto ser afetado e desenvolver danos no cérebro, malformação, entre outros problemas, podendo chegar ao aborto”, diz o coordenador geral de Doenças Transmissíveis do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Ricardo Pio Marins. Nos últimos meses, o órgão iniciou junto às secretarias municipais e estaduais de saúde, uma campanha de intensificação da vacinação. O Brasil e outros países dos continentes americanos se comprometeram a eliminar a rubéola congênita até 2010.

3. O CONTÁGIO É POR CONTATO DIRETO Um grande número de pessoas até hoje não tomou a vacina contra a rubéola. Com isso, a facilidade de contágio aumenta, já que a transmissão do vírus do gênero Rubivírus, pertencente à família Togaviridae — causador da doença —, se dá pelo contato respiratório direto com uma pessoa infectada ou com as secreções do nariz ou boca do doente.

4.CAMPANHA EM MASSA Em 2008, jovens e adultos que nunca foram vacinados serão o públicoalvo. “Concluímos que os casos de rubéola estão aumentando, porque pessoas, na faixa etária dos 20 aos 29 anos, não foram cobertas pela vacina nos últimos anos. Já a população acima de 40 anos tem imunidade natural ao vírus”, diz Marins. A lacuna na imunização deve ser atendida, segundo o epidemiologista, para que não se aumente justamente o risco da rubéola congênita. “No ano que vem, o MS promoverá uma nova campanha em massa, que deverá atingir pessoas até 35 anos de idade”, afirma o coordenador. A data, entretanto, ainda não foi definida.

CONTRA-INDICAÇÃO Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma das únicas exceções em que a vacinação é contraindicada, está relacionada ao período de gestação. Outros grupos submetidos à restrição: indivíduos com alergia ao ovo e à substância neomicina (que integra a composição da vacina) ou que estejam tomando corticóides ou imunossupressores. Cada caso deve passar por avaliação profissional, antes de se adotar o procedimento preventivo.

5. INIMIGA SILENCIOSA “em 30% dos casos de rubéola, as pessoas sofrem o contágio, mas não desenvolvem a doença. entretanto, num período de 20 dias — que é a fase de incubação do vírus — pode transmiti-la. e esse é o perigo”, esclarece o epidemiologista do MS.

6. DE OLHO NOS SINTOMAS Quando a rubéola apresenta manifestações aparentes, as mais comuns são:

● febre baixa
● manchas de coloração avermelhada na pele
● inchaço dos gânglios linfáticos na região do pescoço
● dores articulares e de cabeça
● coriza, tosse e perda de apetite

ATENÇÃO! Os sintomas podem se confundir, muitas vezes, com os da dengue e o da gripe. Por isso, é importante o acompanhamento médico e conseqüente imunização.

7. NOTIFICAÇÃO PARA IMUNIZAÇÃO Cabe aos órgãos municipais e estaduais de saúde confirmarem os casos, por meio de exame de sangue, chamado de wab da nasofaringe, e os notificarem ao Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, aplicar uma dose da vacina nas pessoas que nunca foram imunizadas — dos seis meses aos 39 anos de idade (homens) e até 49 anos (mulheres) — e fazem parte da rede de contato do portador da doença. O Ministério da Saúde indica, até os 12 anos, a tríplice viral, e, acima dessa idade, a dupla viral.

PREVENÇÃO Ao se detectar casos suspeitos ou confirmados, o MS recomenda que as pessoas evitem o contato mais próximo, por um período mínimo de sete dias, para que haja a diminuição do risco da transmissão.


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