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Edição 55 - Novembro/2007
 
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Os avanços em prevenção, tratamento e cura

SONDA PODE DESCOBRIR TUMORES ATRAVÉS DA PELE
O sistema foi desenvolvido pelo Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo. A leitura é realizada posicionando uma sonda em contato com a pele ou mucosa, que recebe uma luz que é absorvida e reemitida pelo tecido simultaneamente. As lesões apresentam características diferentes das do tecido sadio e, em conseqüência, a interação da luz com a lesão também será distinta. A espectroscopia de fl uorescência é uma das técnicas ópticas sensíveis às alterações teciduais, podendo ser empregada para a detecção de tumores, por exemplo. As pesquisas clínicas vêm sendo trabalhadas em colaboração com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

"UM ‘ANTICONCEPCIONAL GENÉTICO’, QUE IMPEDE A FECUNDAÇÃO E SEM EFEITOS COLATERAIS, PODERÁ SER REALIDADE DAQUI A DEZ ANOS"

Nova promessa aos riscos cardíacos
FOTOS: SÍMBOLO IMAGENS E DIVULGAÇÃOUm novo exame promete diagnosticar um grande risco cardíaco até então ignorado pelos atuais padrões de avaliação do coração. O procedimento, com previsão de ser comercializado pelo grupo Celera no início de 2008, detecta uma variação genética que está presente em mais da metade da população, provocando um alto risco de infarto e complicações cardiovasculares. Esse fator de risco poderá se tornar um novo indicador para a prevenção cardíaca, além da obesidade, do diabetes e do tabagismo, infl uenciando na prescrição de remédios.

MAIS NEURÔNIOS
Está comprovado: o nascimento de novos neurônios acaba de ser identificado em mais uma região do cérebro humano adulto, o bulbo olfatório, envolvido na percepção de odores. Este é o resultado de um estudo sobre neurogênese, realizado por uma equipe de cientistas da Universidade de Gotemburgo (Suécia). A descoberta, se não chega a surpreender — uma vez que já foi verificada em roedores —, acaba de vez com o dogma de que os neurônios são formados nos seres humanos apenas durante a infância.

MICROESFERAS CONTRA METÁSTASE HEPÁTICA
A utilização de microesferas farmacológicas para o tratamento da metástase hepática — lesão tumoral do fígado geralmente derivada dos tumores de cólon e reto — já é sucesso no Japão. Lá, três mil pacientes foram tratados com a nova técnica. As microesferas são aplicadas por meio da embolização, procedimento baseado na introdução de um cateter (fino tubo plástico) em um vaso sangüíneo até alcançar a artéria que alimenta o câncer, liberando os medicamentos que combatem o tumor. O tratamento aumenta até 30% as chances de cura e foi apresentado no Embolution 2007 — Simpósio Internacional em Técnicas de Emboloterapia, promovido pelo Hospital Professor Edmundo Vasconcellos (SP).

TRAVESSEIRO ANTI-RONCO
Que tal um travesseiro que impede o ronco, garantindo uma noite tranqüila de sono? Parece brincadeira, mas não é. O cientista alemão Daryoush Bazargani, professor de computação da Universidade de Rostock, criou um travesseiro computadorizado que muda a posição da cabeça de quem está dormindo até que cesse o barulho do ronco. Ele disse que sua invenção foi motivada por interesse próprio, já que ele mesmo sofre com o problema. O computador, do tamanho de um livro, fica posicionado no criado-mudo ao lado da cama e conectado ao travesseiro. Quando o usuário se move durante o sono, um dispositivo aumenta ou reduz os compartimentos das câmaras de ar dentro do travesseiro, para mudar a posição da cabeça de quem está dormindo. Uma melhor postura facilita a respiração, diminuindo o ruído do ronco ou até mesmo acabando com ele. O invento foi demonstrado recentemente em uma conferência de saúde realizada na Alemanha, despertando o interesse de empresas norte-americanas.

Exame nos olhos podem prevenir a pré-eclâmpsia
A pré-eclâmpsia, maior responsável pela morte materna no Brasil, já pode ser diagnosticada de forma mais precisa. O exame dopplerfl uxometria das artérias oftálmicas — utilizado para avaliar o fl uxo sangüíneo no globo ocular — pode detectar precocemente se a mulher apresenta pré-eclâmpsia e qual o estágio da doença. Semelhante a um ultra-som no olho e não-invasivo, o exame pode ser repetido quantas vezes forem necessárias, sem riscos para a gestante, permitindo diferenciar a pré-eclâmpsia de outras formas de hipertensão arterial. A pré-eclâmpsia manifesta-se pelo aumento da pressão arterial e por outras alterações generalizadas durante a gestação, como dor de cabeça, distúrbios visuais e convulsões.

FONTES: VANDERLEI SALVADOR BAGNATO, PROFESSOR TITULAR DO INSTITUTO DE FÍSICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO CARLOS E CRISTINA KURACHI, DO INSTITUTO DE FÍSICA DE SÃO CARLOS


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