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Edição 55 - Novembro/2007
 
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  Spray no Aedes
A DENGUE é uma infecção viral que causa sintomas semelhantes aos de uma gripe e ameaça um terço da população mundial. No Brasil, o Ministério da Saúde admitiu uma nova epidemia. Só de janeiro a setembro deste ano foram registrados 481,3 mil casos - 50% a mais do que no ano passado - e 121 mortes.

POR DANIELA TALAMONI/ danielatalamoni@simbolo.com.br

SPRAY NO AEDES
Enquanto não há previsão de lançamento de uma vacina contra a dengue, pesquisadores tentam descobrir outros meios de acabar com a fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que transmite o vírus da doença. No Brasil, por exemplo, cientistas da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) criaram um inseticida, com extratos de plantas, capaz de matar as larvas do mosquito que se proliferam em água parada. A novidade está em fase de testes e será submetida à aprovação do Ministério da Saúde já no próximo ano.

O diferencial é a combinação de andiroba e cinamomo (duas plantas com reconhecida ação repelente) com uma terceira substância produzida sinteticamente a partir de compostos naturais. Esses ativos deixarão o inseticida menos tóxico ao ser humano e ao meio ambiente, além de mais barato e acessível à população, se comparados aos produtos semelhantes no mercado, de acordo com a bióloga Onilda Santos da Silva, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Imunoparasitologia da Unisul, que criou o inseticida.

É DIREITO DA PACIENTE
Além de driblar o impacto emocional de receber a notícia de um tumor maligno de mama, a mulher ainda precisa ser forte para fazer uma pergunta ao médico: que tipo de câncer é esse? O recado é do oncologista Artur Malzyner, do Hospital Albert Einstein (SP). Segundo ele, a resposta pode determinar o sucesso do tratamento, uma vez que existem drogas específicas para combater os mecanismos de ação de alguns tipos de câncer. Traduzindo, elas ampliam as chances de cura ou aumentam a sobrevida das pacientes. De 25% a 30% das mulheres com câncer de mama, por exemplo, apresentam o tumor HER2, que tem uma proteína na superfície capaz de fazê-lo crescer aceleradamente. E o pior: resistir à maior parte das terapias convencionais. Mas como saber qual o tipo de tumor? Há dois testes específicos que, infelizmente, não são oferecidos em hospitais públicos. A recomendação, orienta Malzyner, é conversar com o médico para ver como recorrer a eles.

Superexercício para o cérebro
Pegue um livro e passe uma tarde fortalecendo a comunicação entre os neurônios. É isso mesmo: nada melhor do que uma boa leitura para ativar áreas importantes do cérebro. Não acredita? Pois pode comprovar isso agora mesmo, aqui, lendo esta nota. Para fazer isso, foi preciso que, inconscientemente, você puxasse de sua memória as regras básicas de gramática. Para passar para essa outra frase, seu cérebro cuidou de memorizar a anterior. Agora, para entender tudo o que eu estou tentando explicar com esse exercício, a sua massa encefálica buscará subsídios em todo o conhecimento já armazenado ao longo de sua vida. É por isso que o final de uma história contada nos livros pode emocionar ou não o leitor, dependendo da idade, da cultura e da história de vida dele. Agora, cá pra nós, deu para imaginar quanta ginástica cerebral é preciso fazer para ler e entender um clássico da literatura?

Saber o tipo de câncer de mama é essencial para definir o melhor tratamento

O QUE É ISSO?
NÓDULO, PÓLIPO, TUMOR...
VOCÊ PODE NÃO SABER EXATAMENTE O QUE SÃO. MAS, certamente, levará um susto se algum desses nomes estranhos aparecer no resultado do seu próximo exame. O medo tem justificativa: seja qual for o termo usado, isso pode significar um câncer. Pode, mas nem sempre. De acordo com a ginecologista e obstetra Márcia Mautner, do Rio de Janeiro (RJ), nódulos e pólipos são, sim, um tipo de tumor — como deve ser chamado qualquer crescimento anormal de um tecido. Até um furúnculo, portanto, é um tumor. O fato é que muitos deles são benignos, ou seja, não apresentam células ‘doentes’ capazes de crescer desordenadamente e se espalhar pelo organismo (o que só ocorre com tumores malignos). “Para saber exatamente do que se trata, os médicos costumam solicitar a retirada de pólipos, nódulos ou de parte deles para avaliação celular do tecido aumentado no microscópio”, explica Márcia.

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