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Edição 53 - Setembro/2007
 
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  Geração de cremes high tech
Novos produtos antiidade chegam ao mercado prometendo, além da beleza, preservar a saúde da sua pele

POR INÊS PEREIRA
FOTOS CAIO MELLO

Nossas avós não conheceram o significado da palavra estresse. Elas comeram fruta do pé, brincaram nas ruas e abusaram do sol sem medo e sem proteção. Você vai dizer que o tempo era diferente e os raios solares não atingiam a Terra com a intensidade atual. Tudo bem... a fase era outra mesmo. Mas também não é exagero dizer que hoje só envelhece quem quer. Pelo menos no que diz respeito à saúde e à aparência da pele.

“Há cremes chegando para ajudar as mulheres acima dos quarenta, em período de menopausa, cuja pele apresenta perda de volume, contorno e água”, afirma Sarah Lucas, dermatologista de Juiz de Fora, Minas Gerais. “Embora não eliminem as rugas, eles as minimizam, hidratam a pele, melhoram a textura e dão mais firmeza”, confirma.

Ou seja: mais do que garantir beleza eterna, a cosmética chega para resgatar a saúde da pele. E, conseqüentemente, a auto-estima de mulheres e homens. Sim. Homens também.

Pesquisa feita pelo portal Minha Vida, conduzida pela dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo, mostra que as marcas e as rugas são as grandes preocupações das pessoas na casa dos 50 anos. Para 31% delas, por exemplo, o envelhecimento é o maior dilema. Eles não ficam atrás: 27% já andam inquietos com as marcas do tempo. E começam a se cuidar.

Firma, estica, levanta
O que fazer em cada fase da sua vida para manter a pele sempre jovem

AOS 25 ANOS – limpe-a todo dia, proteja-a do sol e hidrate-a (esses cuidados valem para todas as fases!). Use cremes com as vitaminas C e E. AOS 30 ANOS – os cremes devem estimular a renovação celular e a produção de colágeno, prevenindo as rugas.
DE 40 A 50 ANOS – com a chegada da menopausa, além dos princípios já utilizados, opte por produtos que estimulam a produção de colágeno. AOS 60 ANOS – a pele fica seca e flácida. Escolha cremes firmadores.

No tempo de nossas avós, se o tempo avançasse sem deixar rugas, a natureza havia sido generosa. Pelo menos, no que diz respeito à aparência da pele. A indústria cosmética ainda não descobriu a fórmula para congelar o tempo, mas já apresenta boas soluções para postergar o envelhecimento

Ação profunda
Pois é nas marcas e no equilíbrio da pele que os cremes vão atuar. Alguns têm apelo tão tecnológico, que prometem entrar nas camadas mais profundas e começar o processo de rejuvenescimento de dentro para fora. Os médicos, no entanto, pedem cautela. “As pequenas partículas podem, por exemplo, entrar na corrente sangüínea e prejudicar o organismo”, comenta Denise Steiner, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Há ainda os que acreditam que a pele representa uma barreira natural e não deixaria as substâncias penetrarem profundamente. Em um ponto pelo menos eles concordam: a nova geração dos cremes antiidade ainda não venceu a ação implacável do tempo. Afinal, os produtos são muito bons, apresentam texturas maravilhosas, aromas incríveis e são agradáveis. “Hidratam, dão mais viço e melhoram muito o aspecto geral do rosto”, confirma a dermatologista Patrícia Rittes, de São Paulo, “mas algumas substâncias ainda são instáveis”, explica Denise.

Já a dermatologista Ediléia Bagatin, professora da Universidade Federal de São Paulo, acredita que os produtos disponíveis no mercado ainda não têm a eficácia comprovada.

“Os testes realizados pela indústria são extremamente simples e não são aceitos pela comunidade científica”, diz. Por isso, a necessidade de estudos mais profundos. “O problema é que os protocolos são muito caros e difíceis de serem realizados”, explica.

A verdade é que o apelo causado pelo envelhecimento cutâneo é grande. “Por isso, a facilidade para aprovação dos cosméticos, o interesse comercial e o marketing agressivo os elevam à categoria de ótimos, antes que sejam feitas pesquisas científicas confiáveis”, reforça a dermatologista Solange Teixeira, diretora da Clinderm, de São Paulo.

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