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Edição 53 - Setembro/2007
 
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  Que cansaço é esse que não passa?
Dores pelo corpo e falta de energia para tudo... pode ser mais do que uma indisposição passageira. Faça o teste e veja se você não é um candidato à síndrome da fadiga crônica

POR WIVIAN MARANHÃO FOTOS: CAIO MELLO

Assinale, entre os sintomas ao lado, os que você tem sentido com mais freqüência nos últimos seis meses e confira o resultado

Você costuma sentir...

( ) um cansaço insuportável por mais de seis meses, que pode ser companhado de depressão?

( ) dores de garganta freqüentes?

( ) dores musculares e nas articulações?

( ) febre diária, mesmo baixa?

( ) gânglios aumentados e doloridos, especialmente no pescoço e nas axilas?

( ) diarréias eventuais?

( ) falta de vontade de realizar tarefas cotidianas?

( ) insônia ou excesso de sono?

( ) problemas com a memória recente e concentração?

( ) cefaléia com características diferentes das anteriores?

( ) sono que não relaxa nem descansa?

( ) discreta perda de peso?

Até quatro sintomas Fique atenta!
Se esse quadro persistir por, no mínimo, seis meses, pode ser o indício de alguma doença — mas ainda não é fadiga crônica. De qualquer forma, vale consultar o médico para esclarecer suas dúvidas.

Mais de quatro sintomas
Se você assinalou cansaço insuportável, dores de garganta freqüentes, gânglios aumentados e doloridos, dores musculares e articulares... cuidado! Consulte o quanto antes seu clínico geral, pois o sinal de alerta está aceso. Você pode, sim, estar com a síndrome da fadiga crônica.

O depoimento da terapeuta Donna Flowers, ex-atleta profi ssional de patinação artística, pu blicado em julho deste ano no jornal New York Times, chamou a atenção para um problema recém-descoberto. A americana, que é moradora da cidade de Los Gatos, na Califórnia (EUA), revelou que dormia até 14 horas por dia. E apesar do tempo que passava dormindo, o cansaço sempre a vencia. Após empreender uma via-crucis pelos consultórios, fi nalmente Donna recebeu o diagnóstico: ela sofria da síndrome da fadiga crônica. Seis meses após o início do tratamento, ela se sente outra e teve pique até para voltar aos esportes.

Culpa do estresse?

Como Donna, muitas pessoas percorrem os consultórios tentando compreender a falta de pique — mas nem todas as vítimas da síndrome são diagnosticadas corretamente. Os especialistas costumam atribuir sinais da doença ao estresse da vida moderna. “E não há exames específi cos para confi rmar o diagnóstico”, explica Fernanda Rodrigues Lima, do Hospital das Clínicas (SP).

Ou seja: apesar desse teste no início da matéria indicar alguns sintomas suspeitos, só mesmo uma bateria de exames e uma avaliação do seu médico — para descartar a presença de outras doenças que também provocam cansaço — poderão oferecer um resultado mais confi ável.

No Brasil não há dados sobre sua incidência. Mas a Associação Americana da Síndrome da Fadiga Crônica estima que ela atinja 0,5% da população. “Estudos sugerem que ela pode ser decorrência de infecções ou mesmo estar relacionada à baixa imunidade”, explica Fernanda.

Em alguns casos, a síndrome surge após uma gripe. Depois dela, sobra apenas o cansaço, a indisposição e a fraqueza. Esses sintomas vão e voltam por semanas, meses, anos. Pacientes com a síndrome acabam tendo também uma incidência um pouco mais alta de depressão. Por isso, há especialistas que defendem uma possível predisposição genética.

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