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Edição 53 - Setembro/2007
 
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  Auto-exame... Mamografia... E oque mais?
De ginástica até a polêmica retirada do seio antes mesmo do tumor aparecer, conheça as novidades contra o câncer de mama

POR JOSIANE GREGÓRIO

A ressonância magnética pode ser mais eficaz do que a mamografia

3 A GRANDE VEDETE
A ressonância magnética tem sido a aposta dos médicos para identificar tumores que não são percebidos em exames tradicionais, como a mamografia ou o autoexame. Pesquisa realizada pela Universidade de Bonn, na Alemanha, mostrou que, num grupo de 7 mil mulheres, esse exame detectou 98% dos casos agressivos da doença, contra 52% identificados pela mamografia. Gebrim explica que esse é o único método capaz de detectar um nódulo muito pequeno e não palpável - sobretudo dos 40 aos 50 anos, quando a mulher apresenta uma mama mais densa. "Caro e demorado, não é um exame acessível a todas", observa. Para o médico, a única deficiência da ressonância é não detectar pontos de calcificação microscópicos que a mamografia vê. "Trata-se de um método complementar. Como detecta tudo o que encontra, inclusive o que

"Eu fiz a cirurgia"
Independentemente da polêmica que o tema gera, a paulistana Egle Seid, 49 anos, consultora do mercado internacional, não pensou duas vezes para se submeter à mastectomia preventiva. Ela até seguiu os conselhos de sua médica, mas acabou vencida pelo temor. Tudo porque seus exames detectaram calcifi cações na mama - resultado que se repetiu posteriormente, mesmo depois do controle e da biópsia do tecido. Foi aí que sua médica prescreveu o tamoxifeno para evitar a mastectomia. Mas Egle não queria tomar um medicamento que provocaria efeitos colaterais e nem lhe garantiria sucesso. "Fiz a cirurgia em 2003, junto com a reconstrução da mama", relembra. O resultado da biópsia feita na época mostrou que o seio esquerdo já apresentava calcifi cações e um pequeno nódulo em formação. Em resumo: se ela não tivesse optado pela atitude - que pareceu tão radical - teria problemas sérios no futuro. Hoje, Egle realiza exames periódicos e se considera satisfeita com os resultados.

não é tumor, gera dúvidas também", alerta José Roberto Filassi, do Hospital Sírio Libanês. Esse exame é indicado para pacientes com alto risco de ter câncer de mama e quando há dúvidas no diagnóstico. Mas deve ser feito após a mamografia e o ultra-som, que os médicos não descartam.

4 DECISÃO AGRESSIVA E POLÊMICA
Dos métodos atuais para evitar o câncer de mama, o mais invasivo e o que mais gera dúvidas é a retirada do seio (mastectomia) antes mesmo do tumor se desenvolver. Segundo estudos, esse procedimento - considerado preventivo para muitos - garante 90% de chances de evitar a doença. Pesquisa realizada em 2005 em seis países, incluindo o Brasil, mostrou que 20% das mulheres tirariam os seios para evitar o câncer. Uma em cada cinco, conforme o estudo, consideraria essa possibilidade se descobrissem que têm propensão a desenvolver a doença. Os mastologistas explicam que a cirurgia é indicada quando há risco alto de aparecer o tumor: casos em que as biópsias apresentam lesões de risco ou nos quais medicamentos como o tamoxifeno não surtiram efeito. Mesmo assim, a indicação é para mulheres jovens com risco de ter câncer, as que já tiveram câncer de ovário ou mesmo quem tem um gene defeituoso que pode desencadear a doença. Os especialistas esperam que a indicação seja feita dentro de critérios rigorosos. Afinal, a sensibilidade pode ser diminuída e a mulher pode ter complicações, como hemorragia ou infecção. Sem falar da estética, que deixa a desejar. Menos radical é a cirurgia que remove a glândula mamária, mas preserva a pele e o mamilo.

A retirada da mama sem tumor, como prevenção, é uma indicação médica para casos especiais


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