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Edição 53 - Setembro/2007
 
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  Auto-exame... Mamografia... E oque mais?
De ginástica até a polêmica retirada do seio antes mesmo do tumor aparecer, conheça as novidades contra o câncer de mama

POR JOSIANE GREGÓRIO

Um pequeno nódulo indolor no seio. Que mulher nunca tremeu de medo só de imaginar essa cena? E é para temer mesmo, principalmente porque, nas últimas décadas, a incidência desse tipo de câncer vem aumentando significativamente mundo afora. Tanto que se tornou o tumor maligno mais comum entre as mulheres. Na Europa e na América do Norte, só perde para o de pele.

Mas apesar da incidência, nesses locais a mortalidade tem diminuído bastante. Isso ocorreu graças aos exames cada vez mais modernos que detectam pre co ce mente alterações no tecido da mama. E aos medicamentos que, ingeridos pelas mulheres mais propensas ao problema, minimizam as chances da doença surgir.

No Brasil, estima-se que, a cada ano, 50 mil mulheres sejam atingidas por esse câncer. A diferença é que, por aqui, ele continua fazendo vítimas fatais. Segundo José Roberto Filassi, médico do núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, isso ocorre porque no país a prevenção ainda é muito deficiente. Vale lembrar que muitas mulheres, por falta de FOTOS: SÍMBOLO IMAGENScondições, preconceito ou desconhecimento, não realizam o auto-exame das mamas e passam longe dos consultórios ginecológicos.

Por conta disso, o que se observa é o aumento no número de casos em todas as idades - embora o risco seja maior após os 50 anos

Todas correm risco
Para Luiz Henrique Gebrim, chefe do Setor de Mastologia da Universidade Federal de São Paulo, há várias causas que estimulam o aparecimento da doença, mas em geral o que se vê são pessoas que desenvolvem o câncer sem ter histórico familiar - ao contrário do que se via há algumas décadas. "Os casos de hereditariedade estão em torno de 10%", confirma.

O estresse é outro dos grandes vilões que empurram as estatísticas para cima. Hoje, mulheres que fumam, bebem, são sedentárias, obesas, consomem alimentos ricos em gorduras de origem animal e fazem uso de hormônios por longos períodos também estão sujeitas à doença. Ou seja, a vida moderna pesa no aparecimento do câncer. A boa notícia é que a medicina oferece cada vez mais recursos para detectar e afastar os tumores.

1 EXERCÍCIOS DIÁRIOS
Pode até parecer recomendação antiga ou batida, mas quando o assunto é câncer de mama ela faz toda a diferença. Sabe-se hoje que a atividade física é o fator que mais contribui para afastar os tumores da mama. "Meia hora de ginástica por dia já contribui", assegura o mastologista Luiz Henrique Gebrim. Segundo ele, tudo indica que a prática esportiva diminui a atividade do hormônio feminino estrogênio que, quando estimulado em excesso, pode propiciar o desenvolvimento de células anormais, que levam ao câncer.

2 DROGA EFICAZ
Pelo menos um medicamento preventivo e poderoso, o tamoxifeno, já está disponível no Brasil. Trata-se de um anti-hormonal, indicado para mulheres com alto risco de ter a doença. O medicamento impede o rápido desenvolvimento do estrogênio. "Reduz sua atividade na mama e o crescimento da célula", explica o mastologista Luiz Henrique Gebrim. Seu uso - indicado por um período de cinco anos - reduz em 50%, segundo o médico, as chances da mulher desenvolver esse tipo de tumor. Por outro lado, a administração regular pode estimular o desenvolvimento de pequenos cistos benignos no ovário, interrompendo a ovulação. "Por isso, é importante definir o número de filhos que se pretende ter antes do tratamento", observa Gebrim. Caso contrário, a mulher pode ter problemas para engravidar.

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