Viva Saúde
Edição 52 - Agosto/2007
 
Sumário da Edição
Edições Anteriores
Editorial
Sala de Espera
Consultório Médico
Aconteceu Comigo
Raio x
Leveza à Mesa
Atividade física
Saúde Natural
Mundo Infantil
Olho Clínico
Mais Vitalidade
Onde Encontrar
Internet
 
Exclusivo assinantes
Fale conosco
Assine já
Anuncie
 

  Ato de amor
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o leite materno deve ser a alimentação exclusiva do bebê até os seis meses. Também é recomendável oferecê-lo, após essa idade e até os dois anos, associado a outros alimentos. A amamentação nutre, protege o bebê das doenças e ainda ajuda no seu desenvolvimento

FOTO: JERZYWORKS / MASTERFILEO leite materno, ao lado dos pêlos e do sangue quente, é o símbolo de uma classe animal que reúne alguns dos maiores e mais numerosos bichos do planeta. Dentre eles está o homem, que preserva no princípio da vida o instinto inerente aos mamíferos: a busca pelo alimento elaborado pelas glândulas mamárias de sua mãe. A cena da mulher amamentando o filho, mais do que bela e tocante, é a evidência fundamental de que a existência de ambos está íntima e eternamente ligada a esse ato. No entanto, ante a correria, as exigências e as conveniências do dia-a-dia moderno, esse ato de amor e excelência em nutrição está sendo relegado a segundo plano. Pois é, os bebês estão mamando cada vez menos — isso quando são amamentados —, o que significa riscos à saúde, além de ser uma violação ao primeiro direito da criança após o nascimento, que é o de receber o melhor alimento, o leite de sua mãe.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno deve ser mantido até os dois anos de idade do nenê ou mais. Na prática, a mãe tem de dar ao filho, até os seis meses de vida dele, apenas o peito. Depois disso, a recomendação é a de que ela inclua no cardápio do pequeno outros alimentos, sem interromper a amamentação por mais, pelo menos, um ano e meio. Essa orientação tem como objetivo garantir à criança os benefícios do aleitamento materno. O leite materno nutre, protege contra doenças e infecções e ajuda no desenvolvimento do bebê. Além disso, estreita a relação entre mãe e filho. Pesquisas comprovam que bebês menores de seis meses, que não foram amamentados ou que foram desmamados, precocemente, apresentam riscos 14,2 vezes maior de morrer por diarréia e 2,5 vezes mais de serem vítimas de doenças respiratórias fatais.

A informação mais importante que as mães precisam receber é que essa história de que “meu leite é fraco” não existe, é puro mito! Toda mulher tem potencialidade para amamentar e o aspecto do leite nada tem a ver com a qualidade dele. Se a mãe tem uma dificuldade para dar o peito em um primeiro momento, é preciso paciência e, eventualmente, o apoio de um profissional de saúde. Se o bebê chora, mesmo depois de mamar, isso não tem nada a ver com o valor nutritivo do leite, pode ser cólica, posição de mamar, o jeito que ele pega no bico do peito e inúmeras outras coisas, menos “leite fraco”. Além disso, as pessoas que afirmam que a criança não está crescendo porque o leite é fraco, não sabem o que estão dizendo. Gordura não é saúde e a curva de crescimento durante a amamentação é muito diferente.

Amamentar significa dedicação e disponibilidade para o filho. Só assim ela se torna prazerosa. Infelizmente, as pessoas têm cada vez menos tempo. A própria licença à maternidade, que deveria ser de seis, é de apenas três meses, dificultando o aleitamento exclusivo. Na prática, as mães acabam não conseguindo conciliar seu tempo. Resultado: involuntariamente, ela e o bebê interrompem o processo de amamentação, já que a mamadeira é bem mais prática, embora seja infinitamente menos benéfica.

O aleitamento também é positivo para a mãe. Ele diminui o risco de obesidade e diabetes após o parto. Outra boa notícia é que contribui para a redução do risco de câncer de mama e de ovário. Há ainda as vantagens econômicas de se dar o peito para os bebês. Por fim, o aleitamento ajuda a mãe no espaçamento entre as gestações.

A ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses já foi adotada em diversas localidades, dentro e fora do país. Mais de 70 prefeituras brasileiras já estenderam o benefício para as funcionárias. Esse é um passo importante para estimular a construção do vínculo mãe-bebê, com mais segurança e saúde para ambos.

BANCO DE LEITE
 

O Brasil possui a maior e mais complexa Rede de Bancos de Leite Humano do Mundo, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Existem quase 200 unidades no país, dispostas em todos os estados e no Distrito Federal. São centros especializados, vinculados a um hospital materno e/ou infantil, responsáveis pela promoção do aleitamento materno e execução das atividades de coleta, processamento e controle de qualidade de colostro, leite de transição e leite humano maduro, para posterior distribuição, sob prescrição do médico ou de um nutricionista. A distribuição do Leite Humano Ordenhado e Pasteurizado acontece de acordo com os critérios estabelecidos pelo Governo Federal. Os bebês selecionados como receptores normalmente apresentam uma ou mais das indicações abaixo:

� Prematuros e recém-nascidos de baixo peso que não sugam
� Recém-nascidos infectados, especialmente com enteroinfecções
� Portadores de deficiências imunológicas
� Portadores de diarréia protraída
� Portadores de alergia a proteínas heterólogas
� Casos excepcionais, a critério médico

   


Faça já sua busca
no site da revista Viva Saúde


Copyright © 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.