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Edição 52 - Agosto/2007
 
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  Acompanhante na hora do parto
Nova lei federal promete estimular a participação de pessoas de confiança da gestante na hora do nascimento do bebê. Essa presença acalma a futura mãe, reduz o tempo de duração do parto, o uso de analgésicos e a indicação de cesarianas

FOTO: RICK GOMEZ / MASTERFILEA mulher precisa se sentir segura e confiante para trazer à luz sua criança. A sabedoria de parir faz parte da natureza feminina. Seu corpo detém, instintivamente, esse conhecimento. E, nessa hora, é importante que ela deixe a natureza agir. Segundo evidências científicas, a mais eficiente tecnologia para o sucesso de um parto não foi desenvolvida por nenhum laboratório ou fabricante de equipamentos hospitalares. Na verdade, ela é bem antiga: é o suporte emocional e o apoio que a mulher recebe de um acompanhamente de confiança durante o parto. Essa companhia pode ser do marido, da mãe, de sua irmã, de seu pai, de um filho ou de alguém próximo.

Não é fácil para uma mulher grávida, prestes a ter uma criança, chegar ao hospital — local onde provavelmente nunca esteve e nem conhece as pessoas que lá trabalham —, sentir cheiros estranhos, ouvir vozes pouco familiares e ainda, assim, se sentir segura para deixar seu bebê nascer. É nessa hora que o apoio de um acompanhante pode contribuir para o sucesso desse momento.

Estudos mostram que a presença de alguém de confiança da mãe na sala de parto tende a reduzir as chances de cesariana, as indicações de analgesia e o tempo do trabalho de parto, além de aumentar a satisfação da mulher.

A mulher decide
Pela lei, é direito da mulher dar a palavra final sobre quem deve ficar ao seu lado nesse momento. Afinal, a pessoa que a acompanhará no parto precisa oferecer suporte emocional e fazer com que ela se sinta segura. Na maioria dos casos, quem cumpre esse papel é o marido. Mas não há uma regra. É a mulher que, tendo liberdade de escolha, pode optar pela companhia da mãe, avó ou de uma prima.

Se o marido for o acompanhante, porém, há alguns benefícios adicionais. Já se sabe que é nos primeiros momentos de vida fora do útero que se estabelece o vínculo mãe-filho. Quando o pai está presente, ele participa desse processo e, a partir daí, a dinâmica familiar ganha outra dimensão. Há relatos surpreendentes a esse respeito, como histórias de companheiros violentos que, após testemunhar o parto e o trabalho que sua companheira teve para trazer à luz a criança, mudaram de atitude. E passaram a respeitar a esposa, parando de brutalizá-la.

Poucos sabem que ter um acompanhante antes, durante e após o parto é um direito das gestantes previsto na Lei 11.108, de 7 de abril de 2005 — cuja regulamentação, em dezembro daquele ano, previu seis meses para que os hospitais se adequassem. É importante que as pessoas conheçam esse direito e o exijam. Muitos profissionais não reconhecem essa necessidade e vários dizem que têm dificuldade de trabalhar com mais alguém na sala de parto.

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