Viva Saúde
Edição 50 - Julho/2007
 
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EMOÇÕES DO COTIDIANO

Diariamente, gasto 30 minutos para ir de casa até a editora. Me considero uma privilegiada, pois muitas pessoas demoram horas para se locomover até o seu trabalho, principalmente nas grandes cidades. Muitas vezes agradeço a Deus por chegar sã e salva. Sinto que as pessoas estão cada vez mais agressivas e nervosas, e quem pode mais chora menos. Nesse trânsito caótico de São Paulo, tenho feito alguns exercícios para driblar tanto o mau humor quanto a falta de educação, juntos, e gostaria de dividir com vocês: 1- Sempre que possível, dou passagem para quem pede, usando as setas e esperando a minha vez de passar. 2- Pedestre sempre tem prioridade, mesmo os mais apressados e desinformados. 3- Quando a coisa fica mais tensa e irada, procuro mudar o pensamento para não revidar à altura e, quando possível, deixo o estressado seguir seu rumo, bem na frente. E, por fim, tento acreditar que estou fazendo a minha parte nesse contexto. Confesso que não é nada fácil, requer muita vontade e paciência. No futuro, talvez a saída seja andarmos de bicicleta, a pé ou de coletivos. Mas, enquanto isso, o importante é cultivar a saúde de nossos pensamentos, pois só assim teremos atitudes melhores para com todos e principalmente conosco mesmo.

Quero aproveitar e agradecer aos elogios e comentários sobre nossa matéria de capa da última quinzena — ABAIXO A BARRIGA. Gostaria de esclarecer a alguns leitores que nunca tivemos a intenção de fazer apologia a qualquer medicamento. Aliás, ele só foi um item dentre outros temas abordados. Como os alertas sobre o perigo da automedicação e dos efeitos colaterais dessa droga estão apenas no final do artigo, talvez isso possa ter dificultado algum entendimento. Quanto ao índice de massa corpórea, realmente houve um erro de revisão na ilustração da fórmula do IMC. O correto é IMC = Peso/Altura ao Quadrado. Desculpe a nossa falha. Um abraço e até a próxima!

ledatrota@simbolo.com.br diretora de redação

www.vivasaudedigital.com.br

 

VIVA SAÚDE ALERTA!

O especialista Hamer Palhares, citado na matéria de Rosana Farias, UM CRACK NO CÉREBRO — explica que, segundo estudos realizados, o tratamento para dependentes dessa maldita droga, em regime de internação, não é superior ao atendimento ambulatorial. Ele acredita que a internação deve ficar restrita aos casos graves — em que haja risco de suicídio, agressividade extrema ou sinais psicóticos — e quando for desejo do paciente. Hamer sugere que se pesquise informações em sites confiáveis e, principalmente, que amigos e familiares façam o dependente buscar auxílio de um psicólogo ou psiquiatra. O crack, ao contrário da maioria das drogas, não teve a sua origem ligada a pesquisas com objetivos medicinais. Ele já apareceu como uma substância feita para alterar o estado mental de quem o consome. Não se sabe exatamente onde, mas, acredita-se, que tenha sido criado por traficantes no submundo das favelas e guetos das grandes cidades. Fique atento aos sinais citados na matéria, para poder ajudar efetivamente quem possa estar entrando nessa fria. A reportagem está na pág. 16.

 

George J. Dupaul é o nosso entrevistado nesta edição. Professor e coordenador de psicologia escolar na Universidade Lehigh, na Pensilvania, EUA. Ele mostra em seu trabalho — TDAH nas escolas — a importância do diagnóstico precoce e correto na vida de crianças e adolescentes que sofrem do défi- cit de atenção e hiperatividade. Se você conhece crianças que vivem no mundo da lua, vale a pena ler essa matéria. Pág. 52.

 


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