É importante destacar que, em quem já apresenta a enfermidade, o aspecto emocional também pode agravar o caso, pois provoca o descontrole na produção da insulina e o aumento do nível de glicose no sangue. De qualquer forma, não importa se tenha sido desencadeado ou intensificado por estresse, o fato é que o diabetes precisa ser tratado sempre, e adequadamente. "O perigo de a pessoa achar que tem 'diabetes emocional' é esse, acreditar que se trata de uma variante menos importante da doença e não buscar tratamento. Ou, ainda, supor que tudo se resolverá automaticamente, quando as condições psíquicas ficarem favoráveis novamente", alerta Leão Zagury. O recado é: não adianta só procurar terapia, é imprescindível fazer o controle com o acompanhamento de um profissional competente.
Sinal vermelho |
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Fique atento aos sintomas que a doença pode provocar:
Muita sede.
Vontade exagerada de urinar.
Perda de peso (mesmo sentindo mais apetite e comendo mais do que o habitual).
Fome excessiva.
Visão embaçada.
Infecções repetidas na pele ou nas mucosas.
Machucados que demoram a cicatrizar.
Fadiga (cansaço inexplicável).
Dores nas pernas por causa da má circulação.
Em alguns casos não há sintomas, principalmente no tipo 2. Os sinais são vagos, como formigamento nas mãos e nos pés. Por isso, o exame que identifica a doença é indicado para quem tem mais de 40 anos. |
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Tratamento: dieta, exercício e medicamento
O diabetes, seja de que tipo for, precisa ser encarado com seriedade. Os tratamentos têm como objetivo controlar a glicemia (alteração da taxa de açúcar no sangue) de forma a evitar as complicações da doença - uma lista delas, aliás, que inclui aumento da pressão arterial, derrame, infarto, lesões nos rins, paralisias, catarata, perda da visão, necessidade de amputação dos membros inferiores.
Hoje já existem vários aparelhos e produtos que permitem monitorar o açúcar no sangue e na urina. É essencial, também, fazer os exames periódicos solicitados pelo médico. Vale lembrar que nem todo diabético precisa de insulina, alguns usam comprimidos e outros fazem apenas controle alimentar.
O tratamento inclui dieta, exercícios físicos e medicamentos. A alimentação é um dos pontos fundamentais e, na medida do possível, deve ser individualizada, levando em consideração o estado nutricional do paciente e seus hábitos de vida. A atividade física, por sua vez, também beneficia a ação da insulina (melhora a captação da glicose pelas células) e, portanto, contribui para a redução da glicemia. Já o tratamento medicamentoso engloba a aplicação de insulina ou a administração de remédios e deve ser orientado por um endocrinologista.
Em todos os casos e, sobretudo, nos que foram alavancados por questões emocionais, é importante cuidar da parte psíquica. "A pessoa tem que tentar, na medida do possível, ter uma vida equilibrada. A receita não é fácil e muito menos rápida, e inclui o autoconhecimento, a descoberta de válvulas de escape e uma mudança na maneira de encarar os problemas e reagir a eles, de preferência com a ajuda de um psicoterapeuta. No caso do diabético, realizando tratamento médico conjuntamente", explica Mara Pusch. Ela sugere, ainda, terapias com efeito calmante, como a ioga. "Praticar esportes e aulas de dança, tocar um instrumento, fazer meditação e relaxamento - essas atividades ajudam a liberar sentimentos guardados ou escondidos. Não adianta passar por cima de situações estressantes, é preciso vivenciar e sentir as tensões para, depois, tirá-las da mente. Tem que encarar os problemas, de forma a não somatizar e, conseqüentemente, não adoecer o corpo."
REALIZAÇÃO: ILKA BERENDT. MODELO: GEORGIA NOVAES (AG. LUMIERE). CABELO E MAQUIAGEM: KEYLA MARTINELLI. AGRADECIMENTOS: ARTIMIX (POTE DE VIDRO E COLHER) E TONUS (BLUSA)

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