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Edição 5 - Setembro/2004
 
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  Sete perguntas para um especialista

por: Daniela Talamoni

Daltonismo: mundo menos colorido
Estima-se que 10% da população não consigam distinguir ou enxergar algumas cores. O defeito visual é genético e mais comum entre os homens

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FOTO: FERNANDO GARDINALI
A maioria dos daltônicos não reconhece o verde ou o vermelho.
O que é daltonismo?
Trata-se de uma alteração na retina (a parede interna do olho), herdada geneticamente, que afeta o funcionamento das células fotoreceptoras (cones) responsáveis pela percepção das cores. Essas estruturas transformam a luz em energia elétrica para serem interpretadas pelo Sistema Nervoso Central (SNC). Cada uma é responsável por perceber um espectro luminoso. Quando olhamos para o verde, somente os cones mais sensíveis a ele enviam mensagens para o cérebro. Nas pessoas daltônicas, eles não existem em número suficiente ou apresentam alguma alteração que impede o envio adequado da informação.

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Como o defeito se manifesta?
Se um desses cones apresenta algum problema, os daltônicos são chamados de tricomatas anômalos. Eles têm dificuldades para ver com precisão o verde, o vermelho ou, em poucos casos, o azul. É a forma mais comum do distúrbio. Embora mais raras, há situações em que um dos três tipos de cone é ausente. Se isso ocorre, o indivíduo é considerado um dicromata e não consegue enxergar qualquer vestígio de uma dessas cores primárias. Por último, estão os acromatas, que desde o nascimento só conhecem o mundo em preto, branco e tons cinzas. Estima-se que 10% das pessoas possuem algum grau de daltonismo - sendo 9,5% homens e 0,5% mulheres.

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Por que o problema é mais comun em homens?
É simplesmente uma questão de probabilidade genética. Este tipo de distúrbio visual é recessivo (ou seja, a presença de um gene normal impede que a doença se manifeste) e também está associado ao cromossomo X. Como o sexo masculino é definido pela união dos cromossomos X e Y, se o primeiro possuir traço para o daltonismo, o menino terá a visão afetada com certeza. Já as mulheres, que carregam a dupla X e X, precisam que os dois apresentem o defeito genético para tornarem-se daltônicas - situação esta que acaba reduzindo as suas chances para o problema.

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Alguém pode ser daltônico e não perceber?
Sim. Como a falta de percepção das cores costuma ser sutil, a maioria descobre a sua deficiência por acaso, durante a escolha de uma roupa, por exemplo. Mas já existem testes específicos e todas as crianças em idade escolar deveriam passar por eles. Nesta fase, elas aprendem a reconhecer cada cor e, se apresentarem o problema, podem se sentir frustradas e desestimuladas.

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