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Sete perguntas para um especialista
por: Daniela Talamoni
Daltonismo: mundo menos colorido Estima-se que 10% da
população não consigam
distinguir ou enxergar
algumas cores. O defeito
visual é genético e mais
comum entre os homens
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| A maioria dos daltônicos não reconhece o verde ou
o vermelho. |
O que é daltonismo?
Trata-se de uma alteração na retina (a parede interna do olho), herdada
geneticamente, que afeta o funcionamento das células fotoreceptoras (cones)
responsáveis pela percepção das cores. Essas estruturas transformam a luz
em energia elétrica para serem interpretadas pelo Sistema Nervoso Central
(SNC). Cada uma é responsável por perceber um espectro luminoso. Quando
olhamos para o verde, somente os cones mais sensíveis a ele enviam mensagens
para o cérebro. Nas pessoas daltônicas, eles não existem em número suficiente
ou apresentam alguma alteração que impede o envio adequado da informação.
Como o defeito se manifesta?
Se um desses cones apresenta algum problema, os daltônicos são chamados
de tricomatas anômalos. Eles têm dificuldades para ver com precisão o verde,
o vermelho ou, em poucos casos, o azul. É a forma mais comum do distúrbio.
Embora mais raras, há situações em que um dos três tipos de cone é ausente.
Se isso ocorre, o indivíduo é considerado um dicromata e não consegue enxergar
qualquer vestígio de uma dessas cores primárias. Por último, estão os acromatas,
que desde o nascimento só conhecem o mundo em preto, branco e tons cinzas.
Estima-se que 10% das pessoas possuem algum grau de daltonismo - sendo 9,5%
homens e 0,5% mulheres.
Por que o problema é mais comun em homens?
É simplesmente uma questão
de probabilidade genética.
Este tipo de distúrbio visual
é recessivo (ou seja, a
presença de um gene normal
impede que a doença se
manifeste) e também está
associado ao cromossomo X.
Como o sexo masculino é
definido pela união dos
cromossomos X e Y, se o
primeiro possuir traço para
o daltonismo, o menino
terá a visão afetada com
certeza. Já as mulheres, que
carregam a dupla X e X,
precisam que os dois
apresentem o defeito
genético para tornarem-se
daltônicas - situação esta
que acaba reduzindo as suas
chances para o problema.
Alguém pode ser daltônico e não perceber?
Sim. Como a falta
de percepção das cores costuma ser sutil, a maioria descobre a sua deficiência
por acaso, durante a escolha de uma roupa, por exemplo. Mas já existem testes
específicos e todas as crianças em idade escolar deveriam passar por eles.
Nesta fase, elas aprendem a reconhecer cada cor e, se apresentarem o problema,
podem se sentir frustradas e desestimuladas.
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