É importantíssimo saber que seja qual for o tipo de cefaléia a ser tratada, as medicações só devem ser usadas quando receitadas por médicos, porque o uso, dosagem ou associações entre remédios feitos de maneira incorreta podem acarretar, em vez de benefícios, sérios prejuízos para os portadores da doença.
Entenda por que as mulheres são as maiores vítimas
Você não precisa ser um especialista para perceber que as mulheres padecem mais de dores de cabeça do que os homens. A enxaqueca, por exemplo, na infância atinge na mesma proporção 5 % dos meninos e das meninas. Já na puberdade e adolescência, as garotas sofrem mais, na proporção de três para um garoto. A responsabilidade, quase sempre e independente do tipo de cefaléia, parece ficar por conta dos hormônios sexuais, dizem os médicos.
Num estudo realizado na Clínica de Enxaqueca da Cidade de Londres, 50% das mulheres achavam que seus ataques de enxaqueca estavam ligados ao seu ciclo menstrual. Delas, 15% disseram que tiveram seu primeiro ataque de enxaqueca no mesmo ano em que surgiu a primeira menstruação. Ao atingir seus 35 ou quase 40 anos, as mulheres notaram que os ataques adotam um padrão mensal. Outra pesquisa realizada na mesma clínica mostrou que as mulheres são mais propensas a ter dores de cabeça - não do tipo enxaqueca - próximo à sua menstruação, mesmo que também sofram com a migrânea.
O sintoma dor de cabeça também faz parte da síndrome pré-menstrual (TPM) e da menopausa. Na gestação, muitas mulheres também estão sujeitas à enxaqueca gravídica. Outras sofrem quando tomam um anticoncepcional oral. Essas dores normalmente melhoram após alguns meses, mas, às vezes, é necessário trocar o tipo de pílula.