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Edição 49 - Junho/2007
 
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  O que você tem na cabeça
Se as pontadas nessa região nunca o incomodaram, saiba que isso é uma questão de tempo... A cefaléia é a dor mais comum de todas, afeta pelo menos 90% da humanidade

POR ROSE MERCATELLI | ILUSTRAÇÃO MG STUDIO

OS GATILHOS: são vários os estímulos capazes de detonar uma crise de enxaqueca em indivíduos predispostos ao problema. A lista varia de paciente para paciente, mas as causas mais comuns são: estresse, sono prolongado, jejum, traumas cranianos, ingestão de certos alimentos como chocolate, laranja, comidas gordurosas e lácteas, privação da cafeína para os que estão acostumados a tomar grandes quantidades de café, uso de medicamentos vasodilatadores, exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas, mudanças súbitas da pressão atmosférica, como as experimentadas nos vôos em grandes altitudes, alterações climáticas, exercícios intensos e queda dos níveis hormonais antes da menstruação.

COMO TRATAR: a primeira preocupação do médico é aliviar o mais rápido possível a dor do paciente. "Atualmente existe uma classe de medicamentos chamados triptanos (substâncias vasoconstritoras), que são usados para abortar a crise de dor. Mas estes fármacos só funcionam se for enxaqueca. Não têm boa resposta quando usados para cefaléia tensional", avisa a médica Célia Roesler.

CEFALÉIA TENSIONAL

O tipo tensional tem duas origens: a parte de trás e a fronte ou ao redor de toda a cabeça, dando uma forte sensação de aperto

É o tipo de dor de cabeça mais comum. Estudos mostram que a versão episódica dessa cefaléia (quando ela, às vezes) atinge até 87% da população. Já a sua forma crônica (mais de 15 vezes por mês) afeta 35% das pessoas.

O QUE É: a definição é polêmica. Segundo a médica Célia Roesler, pode ser o resultado de uma contração muscular exagerada junto com uma constrição dos vasos sangüíneos intramusculares, desencadeados por tensões emocionais. Pode ser também o reflexo de um desequilíbrio bioquímico cerebral responsável pela deficiente produção de serotonina, neurotransmissor que, entre outras funções, garante a eficiência do sistema analgésico do corpo. "Foi demonstrada que há uma diminuição da concentração intracelular de serotonina e um aumento na concentração do ácido gama aminobutírico (GABA) em pessoas com esse tipo de dor de cabeça", explica a neurologista Valéria Santoro Bahia.

A DOR: uma sensação de peso, pressão ou aperto, como se a pessoa estivesse usando uma faixa ou capacete apertado em volta da cabeça. Em geral, se localiza na fronte, na nuca ou no topo da cabeça. De intensidade leve a moderada, esse tipo de cefaléia não impede a realização de atividades rotineiras. Normalmente não há sintomas associados, mas alguns pacientes podem se queixar de intolerância a ruídos mais intensos. A dor pode durar de meia hora até sete dias, conforme a pessoa. Alguns têm crises uma vez por mês, enquanto outros podem apresentar dor 15 vezes a cada 30 dias.

OS GATILHOS: inúmeros trabalhos científicos associam esse tipo de cefaléia à ansiedade e à depressão. Porém, ainda não está provado que alterações emocionais como estresse psicossocial, tensão, ansiedade e depressão, possam ser realmente os responsáveis pelas crises, embora esses quadros sejam freqüentes nos pacientes que procuram o médico devido ao agravamento da cefaléia.

COMO TRATAR: melhora com atividade física ou relaxamento. Fisioterapia para alongar os músculos da fronte, da cabeça, do pescoço e da face também pode ajudar, mas é preciso indicação. Para uma dor de cabeça tensional episódica, os médicos recomendam analgésicos, como paracetamol e dipirona, que podem ou não ser associado à cafeína, que também ajuda a diminuir a dor. Alguns profissionais indicam o uso de relaxantes musculares. Antiinflamatórios modernos como o clonixinato de lisina e o ácido tolfenâmico também podem ser opções eficazes. Já nas dores tensionais crônicas, podem ser indicados medicamentos preventivos usados na enxaqueca. Os antidepressivos podem aumentar o nível de serotonina e melhorar a ação do sistema analgésico que se mostra deficiente. As doses devem ser iniciadas de forma gradual. Se houver melhora superior a 80% após quatro meses, o tratamento pode ser diminuído até cessar.

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