MAIS UM MOTIVO...
...para largar o cigarro quanto antes: 90% dos portadores da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são fumantes e ex-fumantes. A doença que atinge 5,5 milhões de brasileiros provoca insuficiência respiratória que chega a impedir a pessoa de realizar as tarefas diárias mais básicas, como caminhar e até conversar. O risco de ficar doente está diretamente associado ao tempo de exposição ao tabaco. Para calcular a probabilidade de se ter a doença, os médicos multiplicam o número de maços consumidos por dia pelo número de anos de vício. Veja exemplo ao lado:
FONTE: FERNANDO LUNDGREN, PRESIDENTE DA REGIONAL DE PERNAMBUCO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA
" CERCA DE 25% DAS INTERNAÇÕES EM TODO O MUNDO SÃO MOTIVADAS PELAS REAÇÕES ADVERSAS DO USO DE MEDICAMENTOS, PRESCRITOS OU NÃO POR UM MÉDICO "
FONTE: ORGANIZAÇÃO DA SAÚDE (OMS)

A DPOC costuma surgir após uma carga tabágica igual a 20, ou seja, em quem consome 1 maço de cigarro por dia, em 20 anos ou 2 maços, em 10 anos... A cada aumento da carga tabágica, também aumentam os riscos de se vir a ter DPOC.
No entanto, sintomas como tosse e aumento na produção de catarro aparecem após uma carga tabágica igual a 5 (1 maço por dia durante cinco anos, por exemplo).
E quando a carga atinge 15 maços anualmente, o indivíduo já aumentou seus riscos para problemas cardiovasculares.
ALERGIA AO LÁTEX
Estima-se que cerca de 17% das pessoas que são submetidas a cirurgias, sejam alérgicas ao látex, material usado em instrumentos cirúrgicos, como as luvas. As reações vão desde anafilaxia (que leva à queda de pressão, alteração de freqüência cardíaca e a contração das vias aéreas pulmonares) até paradas cardíacas e morte. Por isso, é bom checar se o hospital costuma avaliar se o paciente é alérgico ao material antes de encaminhá-lo para a cirurgia. Se confirmada a alergia, a recomendação é sempre substituir o látex por materiais feitos à base de silicone. |
AI, QUE TONTURA!
Basta levantar da cama de repente para sentir uma zonzeira súbita e um terrível mal-estar momentâneo. Mas saiba que isso é normal. Os médicos chamam essa condição de vertigem postural paroxística benigna. Esse tipo de tontura dura menos de um minuto e ocorre pela mudança brusca de posição da cabeça. Ou seja, não há motivos para se preocupar.
No entanto, se o problema persistir e causar longos incômodos, procure um especialista, pois pode indicar: depósitos de cálcio em um dos ductos do canal auditivo (o que é facilmente resolvido sem medicamentos ou procedimentos cirúrgicos), infecção bacteriana, herpes zoster, labirintite (infecção viral do labirinto), inflamação do nervo chamado vestibular, doença de Menière (que pode levar à surdez) e alguns distúrbios neurológicos, como tumores.
FONTE: MANUAL MERCK DE INFORMAÇÃO MÉDICA
Nova síndrome...
Felizmente, por conta da vacinação em massa das crianças, a poliomielite (ou paralisia infantil) foi erradicada no Brasil. Porém, descobriu-se que décadas após a contaminação, mesmo que não tenha sido severa, a pessoa pode desenvolver a síndrome póspoliomielite. Mas ainda é difícil para os médicos diferenciarem a doença de outros problemas neurológicos, ortopédicos e psiquiátricos. O mal e a sua proporção no país são ainda desconhecidos. Mas os especialistas acreditam que ela esteja relacionada com a morte de grande parte dos neurônios que a paralisia infantil provoca, mas que não faz diferença por certo período da vida, porque os neurônios que sobraram acabam compensando todo o trabalho.
Os sintomas da pós-poliomielite são: fraqueza muscular e progressiva, fadiga, dores musculares e nas articulações, intolerância ao frio e dificuldade de deglutição e respiração.
FONTE: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
ALERTA
O número de captação de órgãos para doação está estagnado, mesmo o país sendo o segundo em números de transplante e tendo o maior programa público em favor do procedimento. Por outro lado, a fila de espera por um órgão está aumentando. “Menos de 30% dos pacientes em lista conseguem receber um transplante, frustrando a esperança de milhares de pessoas”, desabafa a presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Maria Cristina Ribeiro de Castro. Apesar de o transplante de pulmão ter crescido 8,9%, em 2006, e o de córnea 16%, o de coração caiu cerca de 30% e o de pâncreas, 11%.
A presidente da ABTO associa a falta de doação, entre outros motivos, ao excesso de dúvidas que o processo levanta na população e a escassez de campanhas de informação e esclarecimentos sobre o assunto.
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