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Edição 48 - Junho/2007
 
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  Captura híbrida alcança o HPV
Capaz de identificar o vírus por meio de uma técnica genética, este sistema de análise é mais um importante aliado da medicina diagnóstica

POR SHIRLEY SANTOS

COMO É FEITO? Ele segue os mesmos procedimentos utilizados para outros exames ginecológicos.
NA MULHER: com o auxílio de uma escova, o médico coleta, diretamente na vagina, amostras de secreção do colo uterino. Após o exame, esta escova é colocada em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório para análise.
Antes da realização do exame recomenda-se: não estar menstruada, não ter tido relações sexuais três dias antes e nem ter utilizado qualquer tipo de ducha ou creme vaginal na semana que o antecede.
NO HOMEM: a coleta é realizada por meio de uma microescova, introduzida no canal da uretra, para extração do material. A seqüência laboratorial é semelhante à da mulher. Recomenda-se também não ter relações sexuais três dias antes do exame e evitar urinar uma hora antes da coleta.
Quem deve fazer? É normalmente indicado para homens e mulheres que têm ou tiveram vida sexual ativa. Pode ainda ser solicitado pelo médico quando, após a realização do papanicolau (exame preventivo para o câncer de colo de útero), se percebe algum tipo de alteração, ou ainda para aqueles pacientes que, a critério médico, sejam de alto risco para o HPV.

ENTENDA O PROCESSO
A captura híbrida para HPV é capaz de detectar 18 tipos diferentes do vírus. A coleta se assemelha a do papanicolau: o médico retira células do trato genital com uma escova, material que é mantido em conservante para ser levado ao laboratório. “O teste é objetivo, pois é realizado por máquina. Após vários processos, faz-se a união do DNA viral com o DNA contido no material coletado. Toda vez que o material colhido tiver partículas do HPV, vai haver fusão (hibridização)”, explica o médico Sérgio Nicolau. A captura híbrida identifica os grupos de alto risco (associados ao câncer do colo) e de baixo risco, que se relacionam às verrugas genitais, como detalha o médico. “Para o grupo de alto risco, detectam-se 13 tipos de HPV, quando presentes no material colhido, e para os casos de menor risco, são cinco os tipos identificados.

PRESERVATIVO É MEDIDA N° 1
Embora já exista a vacina contra o HPV, recentemente lançada e que proteje contra quatro subtipos do vírus, ela somente é indicada para quem nunca teve contato com a partícula viral (do contrário, seu efeito é nulo). Portanto, permanece válida a prevenção por meio da adoção de medidas simples para afastar as chances de contato com o HPV (transmitido especialmente pelas relações sexuais). São elas: o uso do preservativo; o conhecimento de que a vida sexual livre (ou seja, com multiplicidade de parceiros) requer mais cuidados preventivos; bem como o investimento em visitas periódicas ao médico para a realização dos exames, como o de captura híbrida, se necessário.


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