Estima-se que 10% da população tenha asma, inflamação das vias aéreas inferiores que provoca chiado no peito, tosse, falta de ar e opressão torácica. E que 30% sofra com a rinite, inflamação das vias aéreas superiores que leva a congestão nasal, coceira no nariz e espirros.
Quando o tempo esfria, quem vive na região Sul e Sudeste do país tende a permanecer em ambientes fechados, o que faz aumentar as chances de se adquirir uma infecção respiratória. O especialista Pedro Giavina Bianchi Jr., diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, também explica que a manifestação dos sintomas alérgicos é mais freqüente por conta das mudanças bruscas de temperatura e do aumento nos níveis de poluição que irritam as vias respiratórias.
Não é sem razão que, durante o inverno, os prontos- socorros multiplicam os atendimentos a estes quadros de crises agudas respiratórias. Aliás, elas são recordistas nas emergências pediátricas e figuram entre as maiores causas de internações através do Sistema Único de Saúde (SUS).
A maioria das crises respiratórias ocorre, no entanto, quando pessoas que já têm predisposição genética entram em contato com alérgenos, como ácaros, fungos, mofos e poeira, resquícios de baratas e pêlos de animais (especialmente cães e gatos). Por isso, é tão importante redobrar os cuidados com a arrumação do lar-doce-lar no inverno — evitando condições favoráveis ao aparecimento desses agentes provocadores de alergias.
O médico Pedro Bianchi Jr. recomenda, por exemplo, para que os fumantes não fumem em casa. Diversos estudos demonstram, segundo o profissional, que as chances de uma criança ter uma crise quando há um fumante por perto são bem maiores. Sem falar nos problemas respiratórios (alérgicos ou não) que o próprio fumante pode desenvolver.
Confira, na matéria, outras mudanças essenciais que podem evitar as crises de asma e rinite durante a estação mais fria do ano:
CONDICIONADOR DE AR
Pode ser um importante aliado no combate aos ácaros. Embora seja pouco utilizado no inverno, este aparelho deixa o ambiente mais seco e frio, condições que dificultam a sobrevivência do parasita.
LIMPEZA
Em casa com morador alérgico, a faxina deve ser feita, preferencialmente, quando a pessoa não estiver presente. Quando é o alérgico que faz a limpeza, ele deve usar uma máscara ou pano úmido no rosto. No inverno, o ar fica um pouco mais seco. Portanto, o ideal é não utilizar vassoura para não levantar pó, optando-se por um pano umedecido para retirar a poeira.
ESTANTES
No quarto, sobretudo de quem tem alergia respiratória, deve permanecer apenas o essencial. Estante com livros, por exemplo, acumula poeira rapidamente e dificulta a limpeza do ambiente, armazenando mais microrganismos que se nutrem de pó e outros resíduos.
COLCHÃO
Ele é um dos locais onde os ácaros mais gostam de ficar, principalmente porque a descamação da pele durante o sono deixa a cama cheia de comida para o ácaro dermatofagóide, que se alimenta disso. Algumas pessoas encapam o colchão com plástico, mas o ideal é utilizar capas especiais para colchões feitas de fibra sintética, limpas apenas com pano úmido.
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