O ataque de fúria acontece em três estruturas distintas do cérebro. No primeiro round, a irritação se inicia no sistema límbico, região que exerce forte influência no nosso comportamento. No começo, ela se mostra na forma de estado inconsciente. A segunda batalha fisiológica ocorre quando o sistema límbico envia sinais ao hipotálamo, área que tem uma estreita ligação com a hipófise, glândula que controla os níveis de hormônios que serão lançados na corrente sangüínea.
Nesse instante, ao experimentarmos a emoção de uma raiva intensa, nosso corpo se prepara para reagir. Uma das primeiras providências é liberar hormônios, como a adrenalina e noradrenalina, que elevam a pressão arterial e a freqüência cardíaca, aumentando a irrigação dos órgãos. Por fim, entra em jogo uma terceira estrutura, o córtex, situado na parte mais externa e frontal do cérebro. A sensação desconfortável e dolorosa vinda dos dois outros sistemas depois de tornada consciente, será analisada. Assim, a pessoa tem tempo e condições de adequar sua resposta ao tamanho da causa que provocou a irritação. Se o fato for grave, daí, sim, conscientemente você poderá reagir à altura. Caso contrário, é melhor respirar fundo e se acalmar.